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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/02/2014 15:33

Delegado afirma que a maioria dos flanelinhas é "ligado ao crime"

Kleber Clajus
Coordenador das Depac's diz que grande parte dos flanelinhas possui antecedentes criminais e são de outros municípios (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)Coordenador das Depac's diz que grande parte dos flanelinhas possui antecedentes criminais e são de outros municípios (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)
Anselmo defende que se regulamente a profissão para não ser confundido com bandido (Foto: Kleber Clajus)Anselmo defende que se regulamente a profissão para não ser confundido com bandido (Foto: Kleber Clajus)

Mesmo que não hajam dados exatos sobre a atuação de flanelinhas em Campo Grande, a Polícia Civil já possui um perfil dessas pessoas que, em, geral, possuem antecedentes criminais. A informação é do coordenador das Depacs (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), delegado Fernando Nogueira.

“Os flanelinhas, em sua maioria, estão ligados ao crime, são de fora do município e se utilizam da atividade para compra de drogas. Temos registro de 80 deles na área Central e 15 próximos da Igreja Perpétuo Socorro. Muitas vezes as pessoas pagam para evitar confusão”, comenta o delegado.

No caso da igreja, às quartas-feiras, a polícia obteve informação de que flanelinhas lucram até R$ 300. Há também casos de disputa por pontos mais lucrativos na cidade.

Em audiência pública ontem (27), na Câmara Municipal, se debateu a regulamentação da atividade de guardador de carros. Ele se diferencia dos flanelinhas por estar amparado pela Lei nº 6242/75 e ter direito a registro profissional, junto ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), caso não possua antecedentes criminais.

Há cerca de três anos, Ancelmo de Oliveira conseguiu o registro na Carteira de Trabalho. Ele atua há mais de 18 anos em frente a um restaurante na Rua Dom Aquino e com o recurso arrecadado sustenta a esposa e os três filhos, de 4, 5 e 10 anos.

“Acho bom regulamentar para não ser confundido com bandido e tirar quem fica ameaçando as pessoas”, relata Ancelmo, que mora no Bairro Los Angeles e até ajuda quem não possui parquímetro. 

Para a vereadora Carla Stephanini (PMDB), proponente da audiência, o que a Capital precisa é de uma regulamentação que valorize o guardador de carros, não entre em conflito com as áreas que dispõe de parquímetros e auxilie na fiscalização do serviço.

Já Otávio Trad (PT do B) ressalta que o tema polêmico precisa ser visto não apenas no âmbito da segurança, mas envolver os setores de saúde e assistência social da Prefeitura de Campo Grande para “dar suporte aos guardadores” e nortear a elaboração de um projeto de lei adequado à realidade da Capital.



Ah que bom que a policia sabe que a maioria é bandido, e que bom que mesmo assim ela não faz nada, isso nos enche de orgulho por termos uma policia tão competente em uma capital de estado no país, somos todos reféns, nossos impostos vão para os bolsos dos políticos corruptos, no ano de 2013 e até agora eu não sei pra que utilizaram o que eu paguei de imposto, sinceramente, não vi absolutamente nada feito com o dinheiro, a cidade tá um lixo, voltando aos flanelinhas, conheço o Anselmo, é o único flanelinha que realmente exerce uma profissão, ele ajuda a pessoa a conseguir uma vaga em um local tão movimentado como o que ele fica, tem um estacionamento ali, mas ele não se intimida, é educado, se voce não tem moedas, não tem problema, todos deveriam ser assim, agora os bandidos tá errado né?
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 28/02/2014 08:24:54
Caros leitores
Está passada a hora das autoridades assumirem uma postura desprovida de hipocrisia em relação à atuação nefasta dos chamados 'flanelinhas' que, a pretexto de trabalho, exigem dos motoristas pagamento por serviços de vigilância para estacionar em via pública, arvorando-se 'donos' do espaço público, quando se sabe que o que se cobra não é vigilância, mas pagamento para não ter o bem danificado... Se for justificar essa atividade no desemprego, estaria justificado a pistolagem, o tráfico de entorpecentes, entre outros, com reflexos econômicos, o que é inadmissível.A ação dos flanelinhas: Não justificada pelo aumento desemprego uma vez que sobram vagas em Campo Grande
Mais sim pelo alto ganho e informalidade.
Uma vergonha regulamentar
puro populismos eleitoreiro.
 
Adelaido Luiz S Vila em 27/02/2014 17:42:18
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