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Capital

Em 120 audiências de custódia, Justiça determinou prisão em 55% dos casos

Maioria dos casos de prisão em flagrante era de crimes como furto, tráfico de drogas ou receptação

Por Silvia Frias | 14/01/2022 15:33
Perfil dos detidos foi realizado durante período do recesso forense (Foto/Divulgação: Defensoria Pública)
Perfil dos detidos foi realizado durante período do recesso forense (Foto/Divulgação: Defensoria Pública)

Em 120 audiências de custódia realizadas em prazo de 16 dias, a Defensoria Pública Criminal em Campo Grande identificou que 69% dos casos foram relacionados casos enquadrados como sem violência ou grave ameaça, como furto, tráfico de drogas e receptação. Do total, 55% dos detidos em flagrante tiveram decretada a prisão preventiva.

O levantamento foi feito pela coordenação do Núcleo Criminal durante recesso forense, de 20 de dezembro de 2021 a 6 de janeiro de 2022.

Dos 120 analisados,  65% das pessoas eram tecnicamente primárias, ou seja, não tinham sentença penal condenatória transitada em julgado.

Do total, foi concedida liberdade provisória a 36% dos casos e, em 9%, a liberdade provisória foi dada mediante monitoramento eletrônico, segundo informações do coordenador do núcleo, Gustavo Henrique Pinheiro da Silva.

Perfil - A análise da renda média dos indivíduos que foram levados às audiências de custódia de Campo Grande demonstra que 21% das pessoas estavam desempregadas, 17% tinham renda menor do que 1 salário mínimo, e 45% ganhavam entre 1 a 2 salários mínimos. Apenas 17% tinham renda superior a 2 salários mínimos.

 Sobre o grau de escolaridade, verificou-se, ainda, que 79% das pessoas não tinham concluído a educação básica. Cerca de 50% das pessoas presas não tinham sequer o ensino fundamental completo (43,94%) ou simplesmente não haviam estudado (6,06%).

No recorte racial, 25% das pessoas presas levadas às audiências de custódia de Campo Grande no recesso forense se declararam brancas; 61% se declararam pardas; e 13 % se declararam negras.

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