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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

19/12/2017 16:06

Em apenas um mês, MS registra seis recusas de doação de medula óssea

Falta de informação sobre o procedimento cirúrgico, medo e desinteresse são os principais que levam às negativas.

Anahi Gurgel
Movimentação para doação de sangue e cadastro de doador de medula óssea, no Hemosul, em Campo Grande. (F Divulgação/Hemosul)Movimentação para doação de sangue e cadastro de doador de medula óssea, no Hemosul, em Campo Grande. (F Divulgação/Hemosul)

Desafio dos grandes para quem tem leucemia é encontrar um doador de medula óssea compatível. Agora imagine a frustração para os pacientes quando uma pessoa compatível é localizada mas ela se recusa? É mais comum do que se imagina: somente em um mês, seis doadores de Mato Grosso do Sul desistiram de fazer o procedimento. 

A triste estatística foi constatada pelo Hemosul entre os dias 6 de novembro e 12 de dezembro deste ano. 

São seis vidas que, ainda, não foram salvas. "Verificamos que é muito alto o índice de negativas entre os possíveis doadores, seja por medo, falta de informação ou simplesmente, falta de interesse”, afirma Lucéia Maria Fernandes, 45, responsável pelo setor de medula óssea do Hemosul.

Desde 2008, foram realizados mais de 60 transplantes com doadores de Mato Grosso do Sul.

O Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) solicita apoio aos hemocentros quando encontra dificuldade em localizar possíveis doadores. Isso acontece, por exemplo, quando há desatualização de endereço no cadastro.

“Começamos a contabilizar essas recusas desde agosto de 2016. Até agosto deste ano, foram 6 negativas e, em apenas 1 mês, outras 6 pessoas desistiram de fazer a doação”, lamenta Lucéia.

Ela conta que muitas pessoas se esquecem que haviam feito cadastro. Talvez tenham feito durante campanha da empresa, ou para ajudar amigos e familiares, e depois perdem o interesse.

Teve uma situação há cerca de 2 semanas em que os familiares de uma possível doadora “literalmente” colocaram uma funcionária do Hemosul em Campo Grande para correr.

No Brasil, não existem estatísticas sobre desistência de possíveis doadores. São, em todo o País, cerca de 800 pacientes a espera de uma doação de medula óssea e mais de 4 milhões de possíveis doadores, sendo 160 mil em Mato Grosso do Sul.

Fachada do Hemosul em Campo Grande, onde pode ser feito cadastro para doação de medula óssea. (Foto: Divulgação/Hemosul)Fachada do Hemosul em Campo Grande, onde pode ser feito cadastro para doação de medula óssea. (Foto: Divulgação/Hemosul)

Muito simples - Com a intenção de sensibilizar a população para doação de sangue e cadastro de novos doadores, a rede Hemosul promove até a próxima quinta-feira (21), a Semana Nacional da Medula Óssea.

O primeiro passo para quem pretende ser um doador de medula óssea é se cadastrar no Hemocentro. Quando há compatibilidade, o possível doador tem que fazer exames para avaliar a saúde e verificar se está doar. A idade mínima é de 18 anos e a máxima de 55.

São duas as formas de se fazer o transplante de medula. O mais simples é por meio de uma punção da medula óssea. O procedimento é realizado no centro cirúrgico, com anestesia.

“Muita gente tem medo por achar que vai mexer na coluna, apresentando risco de ter sequela física. Mas não há risco nenhum disso acontecer.

O outro procedimento é realizado por uma máquina que faz a coleta de sangue periférica. O doador toma uma medicação que fará com que as células tronco migrem para a corrente sanguínea, em um processo semelhante a uma doação de sangue.

“Quem tem a oportunidade de doar a medula óssea está sendo agraciado, porque está tendo a oportunidade de salvar uma vida”, disse.

Funcionamento - Na Capital, os doadores podem ir ao Hemosul de segunda à sexta, das 7h às 17h, e aos sábados das 7h às 12h. O endereço é Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304.



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