Vigilância apreende R$ 1 milhão em canetas emagrecedoras na Chácara Cachoeira
Mais de 2,2 mil produtos irregulares foram encontrados em transportadora,
RESUMO
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A Vigilância Sanitária apreendeu 2.225 canetas emagrecedoras avaliadas em mais de R$ 1 milhão em uma transportadora no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, na quinta-feira (25), durante a operação Anvisa Protege. No local, também foram encontrados 129 cigarros eletrônicos e produtos clandestinos para clínicas estéticas. A transportadora foi autuada por ausência de controle sobre a regularidade das mercadorias transportadas.
A Vigilância Sanitária apreendeu 2.225 canetas emagrecedoras e ampolas de produtos estéticos, avaliados em cerca de R$ 1 milhão em uma transportadora localizada no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. A ação ocorreu nesta quinta-feira (25) e integra a operação Visa Protege, realizada em distribuidoras e agências dos Correios.
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Segundo apurado pelo Campo Grande News, a fiscalização foi desencadeada após comunicação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). A inspeção foi conduzida pela Gerência de Apoio ao Sistema Estadual de Vigilância Sanitária e pela GEMPS (Gerência de Fiscalização em Medicamentos e Produtos para a Saúde), vinculadas à SES (Secretaria de Estado de Saúde).
A quantidade de canetas apreendidas em um único dia equivale ao volume normalmente recolhido em um mês nos Correios. Conforme apurado, os produtos eram comercializados por valores entre R$ 350 e R$ 2 mil.
Além das canetas, também foram apreendidos peptídeos , testosterona , produtos clandestinos para uso em clínicas de estética , tais como ácido hialurônico e toxinas botulínicas .
Durante a vistoria, também foram encontrados 129 cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil. Além disso, havia produtos clandestinos destinados a clínicas estéticas, como ácido hialurônico e toxinas botulínicas.
A transportadora foi autuada por não apresentar mecanismos internos de controle para verificação da regularidade das mercadorias transportadas.
Fiscal da Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica do órgão, Matheus Pirolo explicou que, mesmo que os medicamentos tivessem autorização para comercialização, a forma de venda configurava infração sanitária.
“A legislação determina protocolos obrigatórios de boas práticas sanitárias em armazenamento, transporte, dispensação e comercialização. Medicamentos dessa natureza só podem ser dispensados por farmácias ou drogarias autorizadas, por profissional farmacêutico habilitado e mediante avaliação diagnóstica e prescrição médica prévias”, afirmou.
Pirolo destacou ainda que, além dos riscos à saúde, a comercialização irregular desses produtos viola diversas áreas do ordenamento jurídico. “Há infrações ao direito do consumidor, criminal, concorrencial, de propriedade intelectual, tributário e aduaneiro, civil, além do exercício irregular de profissões, com reflexos até no direito ambiental”, completou.
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