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Capital

Vítima denuncia esquema de fraudes com energia solar e prejuízo de R$ 1,1 milhão

Vítima procurou a polícia após descobrir registros criminais do suspeito e o caso é investigado

Por Ana Paula Chuva | 17/04/2026 07:23
Vítima denuncia esquema de fraudes com energia solar e prejuízo de R$ 1,1 milhão
Imagem ilustrativa de placas solares (Foto: Arquivo | Campo Grande News)

Empresário de 59 anos procurou a Polícia Civil na quinta-feira (16) e denunciou um suposto esquema criminoso que já teria causado prejuízos de mais de R$ 1,1 milhão a vítimas nos últimos anos. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil e o suspeito já tem diversas ocorrências por estelionato, apropriação indébita e uso de documento falso.

RESUMO

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Empresário de 59 anos registrou boletim de ocorrência na 3ª Delegacia de Campo Grande contra um suspeito de 44 anos que teria aplicado golpe de R$ 14.619,00 ao se apresentar como instalador de energia solar. O suspeito tem histórico de crimes desde 2009, com prejuízos superiores a R$ 1,1 milhão a diversas vítimas, envolvendo estelionato, apropriação indébita e uso de documento falso. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com boletim de ocorrência registrado na 3ª Delegacia, o empresário relatou ter sido vítima de golpe no dia 10 de abril de 2026, em sua empresa localizada na Avenida Vitório Zeola, no bairro Carandá Bosque, no entanto, só procurou a polícia ontem.

Segundo o registro, o suspeito de 44 anos apresentou-se como prestador de serviços especializado na instalação de sistemas de energia solar. Ele teria abordado comerciantes da região oferecendo projetos com condições atrativas.

Após negociação, a vítima contratou o serviço e realizou o pagamento de R$ 14.619,00 via cartão de crédito. Dias depois, ao tomar conhecimento de que o suspeito possuía histórico de denúncias semelhantes, o empresário solicitou o cancelamento do contrato.

No entanto, conforme relatado, o autor passou a apresentar justificativas vagas, alegando atraso na entrega dos equipamentos, sem fornecer qualquer comprovação ou prazo concreto para execução do serviço. Diante da situação, a vítima procurou a Polícia Civil e manifestou interesse em representar criminalmente contra o suspeito.

Histórico de ocorrências

O suspeito já figura como investigado em diversas ocorrências registradas em Campo Grande desde 2009, envolvendo crimes como estelionato, apropriação indébita e uso de documento falso.

Entre os casos, estão denúncias de contratos firmados para instalação de sistemas fotovoltaicos que não foram executados, mesmo após pagamentos elevados, além de suspeitas de uso de documentação falsa para aprovação de projetos elétricos.

Há ainda registros de situações mais graves, como a venda do mesmo imóvel para compradores distintos e o uso de empresas diferentes para receber valores, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Em uma das ocorrências, o prejuízo ultrapassa R$ 200 mil em um único contrato de instalação de placas solares. Em outro caso, mais de R$ 225 mil teriam sido recebidos por meio de financiamento, sem a realização do serviço.

Padrão de atuação

Conforme os registros, o suspeito tem um padrão de atuação semelhante nos casos investigados. Primeiro, ele se apresenta como profissional qualificado na área de engenharia elétrica e energia solar; utiliza contratos formais para transmitir credibilidade; e exige pagamentos antecipados elevados.

Depois, ele alega atrasos sucessivos na entrega dos serviços e interrompe o contato com as vítimas após receber os valores. Por fim, utiliza diferentes empresas e contas de terceiros para movimentação financeira.

O novo caso agora é investigado pela Polícia Civil. A orientação é que consumidores verifiquem antecedentes, registros profissionais e a idoneidade de empresas antes de reaalizar pagamentos antecipados, especialmente em contratos de alto valor.

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