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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Março de 2017

17/02/2017 07:19

Execução brutal é mistério entre vizinhos de jovem morto em vídeo

Adriano Fernandes
Richard foi executado a tiros e facadas e morte registrada em vídeo divulgado via WhatsApp. (Foto: Direto das Ruas) Richard foi executado a tiros e facadas e morte registrada em vídeo divulgado via WhatsApp. (Foto: Direto das Ruas)

O suposto relacionamento de Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, com uma mulher que teria envolvimento com um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) pode ter motivado a execução brutal do jovem, na última terça-feira (14), como suspeitam alguns vizinhos da Vila Popular, onde a vítima morava.

Pelo bairro, o medo de represálias faz com que os moradores tenham receio até mesmo de se identificar diante da reportagem. Mas todos confirmam que o jovem era reservado, aparentemente normal e apesar de uma ficha criminal que acumula até duas tentativas de estupro, o garoto também não aparentava ser membro de facção criminosa como ameaçado em vídeo da execução.

Além da motivação passional o suposto envolvimento de Richard com drogas, também paira entre os boatos levantados por moradores para justificar a brutalidade do vídeo em que a vítima é morta  com tiros na cabeça e cortes nos braços.

“Mas ele não tinha o envolvimento com facções. Ele foi forçado a falar o que ele disse no vídeo. Ele na verdade se relacionou com uma menina que teve um caso com um membro do PCC e por isso foi morto”, afirmou um rapaz que preferiu não se identificar, mas disse ser amigo da família do rapaz.

Em frente à escola municipal Frederico Soares, onde o jovem teria estudado quando era adolescente uma funcionária pública resume dizer que o crime pegou todos de surpresa. “Era um rapaz que aparentava ser de boa índole. Assim como a família”, comenta a moradora.

Jogar bola por um dos campos de futebol do bairro aos sábados era hobbie do rapaz que segundo vizinhos, não aparentava ter histórico de marginal. Era "na dele", foi visto bebendo com colegas pela vizinhança nos últimos dias e trabalhou como catador de lixo pela Solurb, segundo conhecidos.

“Nasceu e se criou por aqui junto da família. Alguns dizem que foi morto por conta dessa menina com quem ele se envolveu, outros contam que seria pelo tráfico de drogas. Mas o fato é que não esperávamos que isso fosse acontecer e ainda da forma como foi”, diz outra funcionária pública.

Aglomeração em frente a residência da família do rapaz na Vila Popular. (Foto: Adriano Fernandes) Aglomeração em frente a residência da família do rapaz na Vila Popular. (Foto: Adriano Fernandes)

Em frente a residência simples por uma das ruas principais do bairro, cerca de dez pessoas dentre amigos e familiares se reuniam na tarde de ontem (16), junto a mãe do rapaz que estava visivelmente abalada. Ninguém quis falar com a reportagem.

“Ainda não temos nem a previsão de liberação do corpo”, resumiu uma familiar que também evitou dar mais detalhes.

Investigação - A polícia ainda apura as verdadeiras motivações para o crime, mas o suposto envolvimento dele com a mulher de um preso também foi citado durante depoimento dos três suspeitos pelo assassinato e que já estão presos.

Dois adolescentes de 16 e 17 anos – este completou 18 anos quarta-feira (15) –, foram apreendidos e confessaram o crime. Eles tiveram a ajuda de um homem de 22 anos, que também está preso e ambos não tiveram o nome divulgado.

O caso é investigado pelo delegado Bruno Urban, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).

Execução - Com pouco mais de um minuto, o vídeo que mostra a execução de Richard começa com ele de joelhos. Logo nos primeiros segundos, o rapaz começa a repassar uma espécie de recado: “Pra todo mundo, todos os CV (Comando Vermelho), que tá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na penitenciária aí, na rua, parça aí tudo jogado, tá ligado? O que tá acontecendo comigo vai acontecer com vocês também, mano”. (sic)

Assim que ele termina de falar, a câmera deita para o lado e é possível ver o braço de alguém empunhando um revólver. Alguém ao fundo pergunta: “pode dar o primeiro?”.

Enquanto a vítima abaixa a cabeça lentamente, a arma é engatilhada e o primeiro tiro disparado, direto na cabeça do rapaz, que cai com o rosto no chão. Depois de morto, a vítima recebe vários chutes e socos e tem os braços cortados.

O crime foi cometido por volta das 15h de terça-feira (14) em meio a mata fechada a cerca de 800 metros da MS-080, saída para Rochedo. O corpo de Richard foi encontrado no dia seguinte, quarta-feira (15), preso a galhos de árvores, no penhasco da cachoeira do local conhecido como Céuzinho.

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