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Capital

Ferido a tiros de fuzil na Gunter Hans recebe alta hospitalar e some

Sérgio Luiz Nunes da Silva recebeu alta no mesmo dia do atentado e, desde então, está sendo procurado

Ana Paula Chuva | 30/08/2022 12:43
Sérgio Luiz sendo socorrido pelos bombeiros na 6ªDelegacia de Polícia. (Foto: Direto das Ruas)
Sérgio Luiz sendo socorrido pelos bombeiros na 6ªDelegacia de Polícia. (Foto: Direto das Ruas)

Sérgio Luiz Nunes da Silva, de 42 anos, ferido a tiros de fuzil no dia 11 de agosto, durante perseguição na Avenida Gunter Hans, está foragido desde a hora em que recebeu alta da Santa Casa, para onde foi socorrido no dia do atentado. As informações são do delegado Rodolfo Daltro, titular da 5ª Delegacia de Polícia da Capital.

Ao Campo Grande News, Daltro informou que o rapaz recebeu alta no mesmo dia do crime e o advogado chegou a informar que Sérgio não tinha condições de prestar depoimento naquele dia, mas também não deu mais notícias sobre o cliente.

Com isso, Sérgio é considerado foragido, já que não voltou para o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, onde cumpre pena por tráfico de drogas e de onde saiu, no dia do atentado, acompanhado de uma mulher em um Ford Ka.

Após a perseguição, foi realizada perícia em todo o trajeto percorrido pela vítima e atiradores. Em alguns trechos da Gunter Hans, a polícia localizou estojo deflagrado de fuzil 556 e próximo ao Coophavila, de 9mm.

Perseguição – Após sair do presídio, Sérgio e a mulher passaram a ser perseguidos por dois pistoleiros em uma motocicleta, assim que entraram na Avenida Gunter. Ele foi atingido por tiros de fuzil e acabou pedindo socorro na 6ª Delegacia de Polícia Civil, no Jardim Tijuca e levado para a Santa Casa.  Uma mulher de 38 anos, foi atingida por bala perdida.

Sérgio tinha três perfurações, na coxa e abdome e outras por estilhaços no corpo todo. Ele estava socorrido e orientado quando foi levado para o hospital. O trajeto foi acompanhado pelos policiais e viaturas do Corpo de Bombeiros para garantir a segurança da vítima. Ele recebeu alta no mesmo dia.



Ameaças - Sérgio já havia pedido transferência da Gameleira para presídio em Aquidauana, a 141 quilômetros da Capital. A defesa alegava que ele estava sob ameaça de morte do PCC (Primeiro Comando da Capital). O pedido foi feito em junho deste ano pelo advogado Samuel Fermow, levando em conta que o preso tem parentes em Aquidauana, mas foi negado pela Justiça.

Em sua justificativa, a VEP (Vara de Execução Penal), levou em consideração a periculosidade do detento: Sérgio Luiz foi condenado em quatro processos por roubo, tráfico de drogas, associação criminosa e posse ilegal de uso de arma de fogo. Somadas, as penas chegam a 39 anos, 7 meses e 25 dias. Do total, falta cumprir aproximadamente 22 anos e 10 meses das condenações e, desde maio de 2021, havia sido beneficiado com o regime semiaberto.

Em um dos despachos, o juiz Luiz Felipe Medeiros Vilela, da 2ª VEP de Campo Grande, considerou a superlotação do sistema carcerário, que inclui os estabelecimentos de Aquidauana, com menor efetivo policial, sendo necessário resguardar a população do município.

Sergio Luiz tem extensa ficha criminal em MS e está foragido desde a alta. (Foto: Reprodução)
Sergio Luiz tem extensa ficha criminal em MS e está foragido desde a alta. (Foto: Reprodução)

Ficha – Sérgio Luiz Nunes da Silva tem histórico criminal extenso e com várias condenações em Mato Grosso do Sul. Em 10 de outubro de 2006, praticou roubo em Anastácio. Ele e outro homem, encapuzados, invadiram residência e renderam casal, de 74 e 75 anos.

Os idosos foram rendidos com lençol e fita adesiva e trancados no banheiro da casa. Os bandidos levaram peças de joias e duas armas registradas. Foram detidos em Dourados, quando tentam negociar os produtos do roubo.

 Em outubro de 2009, mais um roubo a residência, muito semelhante ao outro. Sérgio e mais quatro comparsas foram presos depois de terem rendido duas pessoas em casa para roubar caminhonete e pertences, em Aquidauana. O morador, de 41 anos, e a mãe dele, de 72 anos, foram amarrados, amordaçados, sendo ameaçados pelos ladrões.

Marcas de tiro no carro alvejado durante perseguição. (Foto: Henrique Kawaminami)
Marcas de tiro no carro alvejado durante perseguição. (Foto: Henrique Kawaminami)


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