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Capital

Funcionário de “loteria” e foragido são presos, um em endereço ligado a vereador

Operação apura a extorsão contra o antigo proprietário do imóvel que abrigava arsenal

Por Aline dos Santos e Bruna Marques | 07/10/2020 09:29
Garras cumpriu mandado de busca em uma das casas em nome do vereador, no Jardim Bonança. (Foto: Marcos Maluf)
Garras cumpriu mandado de busca em uma das casas em nome do vereador, no Jardim Bonança. (Foto: Marcos Maluf)

Benevides Cândido Pereira voltou a ser preso na quinta fase da operação Omertà, deflagrada nesta quarta-feira (dia 7). Funcionário de empresa de capitalização de Jamil Name ele também foi alvo da etapa 3 da ação, realizada em 18 de junho. Mas, no dia seguinte, obteve liberdade em decisão do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

De acordo com a delegada Daniella Kades, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos Assaltos e Sequestros), Benevides era monitorado por tornozeleira eletrônica e foi preso no Jardim Bonança, em Campo Grande.

No mesmo bairro, um imóvel do vereador Ademir Santana (PSDB) foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ao todo, ele tem três imóveis – duas casas e uma chácara. Num dos locais, foi preso uma pessoa com mandado de prisão em aberto, que será levada para o Garras.

A reportagem acompanhou o cumprimento do mandado na casa em nome do vereador no Jardim Bonança e o filho dele, em passagem pelo local, disse que ele não mora no bairro há oito anos.

Nesta etapa, a Omertà, também liderada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), apura a extorsão contra o antigo proprietário do imóvel, no bairro Monte Líbano, onde foi apreendido arsenal em maio de 2019.

Preso pela segunda vez, Benevides Pereira foi levado para o Garras. (Foto: Henrique Kawaminami)
Preso pela segunda vez, Benevides Pereira foi levado para o Garras. (Foto: Henrique Kawaminami)

O flagrante foi o fio condutor que levou às prisões dos empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, apontados como líderes de organização criminosa. Eles tiveram nova prisão decretada.

No mês de outubro de 2019, o empresário José Carlos de Oliveira foi ouvido por delegados do Garras e relatou que entregou o imóvel sob ameaça de morte após uma série de empréstimo obtido com Name que se tornou impagável.

A defesa de Benevides informa que não teve acesso à decisão. “Ainda não posso me manifestar”, afirma o advogado Wellyngton Ramos Figueira.  A reportagem não conseguiu contato com o vereador.



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