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Capital

Funsat retomou atendimento com 1 pedido por seguro-desemprego a cada 2 minutos

Até a suspensão dos atendimentos presenciais, fundação já havia registrado 970 solicitações pelo benefício

Por Jones Mário | 07/04/2020 12:55
Na volta de atendimentos presenciais, fim da fila ficou longe da entrada da Funsat (Foto: Kísie Ainoã)
Na volta de atendimentos presenciais, fim da fila ficou longe da entrada da Funsat (Foto: Kísie Ainoã)

A Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) registrou 57 pedidos de requerimento por seguro-desemprego só nas primeiras duas horas de atendimento, retomado nesta terça-feira (7). O número - uma solicitação a cada 2 minutos - indica a dimensão do impacto da pandemia do novo coronavírus na economia local.

Ainda conforme informações levantadas pela Funsat, 970 pedidos por seguro-desemprego haviam sido identificados até o dia 20 de março. Depois da data, o atendimento presencial foi suspenso e só retornou nesta manhã, sem nenhuma vaga de emprego para oferecer.

Os números de pedidos de seguro-desemprego pelas plataformas digitais de março ainda não foram divulgados pela Secretaria Especial do Trabalho, responsável por concentrar os dados. A reportagem recorreu à Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), que não respondeu à solicitação.

No início da determinação para fechamento do comércio, há três semanas, as estimativas dos segmentos comerciais em número de demissões eram apocalípticas. A Abrasel-MS (Associação de Bares e Restaurantes do Estado) falou em 15 mil trabalhadores sob risco de perderem seus empregos.

Reportagem do Campo Grande News com base em denúncias de motoristas, publicada no último sábado (4), apontou para a dispensa de 120 trabalhadores das viações Andorinha e Expresso Mato Grosso.

Como medida de socorro aos pequenos e médios empresários, o governo federal autorizou o aporte de R$ 40 bilhões em programa para financiamento da folha de salário dos trabalhadores, limitada ao valor de dois salários mínimos por empregado. A iniciativa tem taxa de juros de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e 36 meses para o pagamento.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda editou MP (medida provisória) que criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. A norma permite que as empresas reduzam a jornada e o salário de seus funcionários.