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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

23/04/2016 21:20

Homem encontrado morto em escola pode ter agonizado por dois dias

Nyelder Rodrigues
Homem foi encontrado morto após vizinha ir ao local, uma escola abandonada  (Foto: Marcos Ermínio)Homem foi encontrado morto após vizinha ir ao local, uma escola abandonada (Foto: Marcos Ermínio)

Valmir Francis da Silva, 49 anos, encontrado morto na tarde deste sábado (23) em uma escola abandonada no bairro Paulo Coelho Machado - região sul de Campo Grande - foi espancado e deixado pelos agressores no local, onde teria ficado pelo menos dois dias vivo antes de morrer. Essa é a principal hipótese da Polícia Civil sobre o caso.

Em depoimento ao delegado de plantão da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, Cleverson Alves dos Santos, os autores do crime, Juvaildo Souza Vasconcelos, 42 anos, conhecido como Periquito, e Maksmelones Domingues Nunes, 36 anos, chamado de Max, admitiram terem espancado a vítima, mas que o deixaram ainda vivo.

O motivo da morte seria uma acusação de furto de uma arma da casa de Periquito. Uma mulher que fez faxina no local foi acusada pela dupla de praticar o furto e, por isso, foi agredida por eles. Eles a obrigaram a levá-la até Valmir, que foi espancado pelos por Max e Periquito. A mulher aproveitou um descuido dos autores e fugiu, registrando boletim de ocorrência sexta-feira (22).

Conforme a polícia, Valmir está desaparecido desde quarta-feira (20), o que leva a crer que ele foi espancado deixado pela dupla no local após o espancamento. Pela características em que o corpo foi encontrado, os peritos creem que ele morreu apenas na sexta-feira, e tenha agonizado durante este período. Porém, ainda é necessário mais exames para confirmar a situação.

Antes do corpo da vítima ser encontrado por vizinhos da escola abandonada, na rua Delegado Alfredo Hardman, Max e Periquito já estavam presos após investigadores da Polícia Civil terem encontrado Juvaildo em um ponto de moto táxi na avenida Costa e Silva. Foi ele quem levou os policiais até Maksmelones, preso pelo espancamento.

Na casa de Periquito, foi encontrada pelos agentes da Polícia Civil a arma calibre 38 que seria o motivo do espancamento da mulher que fez a faxina de Valmir. Agora, a dupla que já respondia por lesão corporal dolosa e porte ilegal de arma de fogo, também responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver.



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