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Capital

“Imprudência e visão comprometida”, diz delegada sobre morte de motociclista

Segundo a polícia, motociclista estava na preferencial e motorista da S10 não havia ingerido álcool

Por Gabi Cenciarelli e Geniffer Valeriano | 15/05/2026 14:11
“Imprudência e visão comprometida”, diz delegada sobre morte de motociclista
Motociclista morreu no início da tarde (Foto: Maya Severino)

A morte do motociclista Jorge Willian Pawlowsky, de 31 anos, no cruzamento da Avenida Caruma com a Rua Urariocara, no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, começou a ser esclarecida pela polícia ainda no local do acidente, ocorrido no fim da manhã desta quinta-feira (15). A principal linha investigativa aponta para uma combinação entre imprudência no cruzamento e a visão comprometida por uma árvore próxima à esquina.

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Motociclista Jorge Willian Pawlowsky, de 31 anos, morreu após colidir com uma Chevrolet S10 no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. A delegada Bárbara Alves apontou imprudência no cruzamento e visibilidade prejudicada por árvore como causas. A queda foi fatal por rompimento craniano. O motorista testou negativo no bafômetro e o caso é investigado como homicídio culposo.

A avaliação foi feita pela delegada Bárbara Alves, da 2ª DP (Delegacia de Polícia Civil), responsável pelos primeiros levantamentos da ocorrência. Segundo ela, imagens de câmeras de segurança já foram localizadas e devem ajudar a confirmar a dinâmica da colisão entre a motocicleta e a Chevrolet S10.

“Foi uma dupla entre a falta de cuidado no pare aqui, porque a preferencial é da via do motoqueiro, também com um pouco da visão sendo ocultada pela árvore”, afirmou a delegada.

“Imprudência e visão comprometida”, diz delegada sobre morte de motociclista
Cruzamento ficou isolado durante trabalho da perícia no Jardim Colúmbia (Foto: Maya Severino)

Jorge seguia pela Avenida Caruma, no sentido Hospital São Julião, quando foi atingido pela caminhonete. Apesar de testemunhas relatarem que a colisão não aparentava ser de grande impacto, a queda foi fatal. O motociclista sofreu rompimento craniano na região da nuca após bater a cabeça no asfalto.

Uma das suspeitas levantadas pelas equipes de resgate é de que o capacete estivesse frouxo e tenha se desprendido no momento da batida. Quando o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou ao local, Jorge já estava sem vida e não havia possibilidade de reanimação.

O motorista da S10 permaneceu no local durante o atendimento da ocorrência e realizou teste do bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. Conforme a delegada, ele também possui habilitação regular.

“Imprudência e visão comprometida”, diz delegada sobre morte de motociclista
Visão do motociclista avenida Caruma (Foto: Maya Severino)

Mesmo sem indícios de embriaguez, o caso será investigado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.

A morte de Jorge causou comoção entre motociclistas e entregadores que passavam pela região durante o atendimento da ocorrência. Muitos pararam ao reconhecer a vítima. Colegas contaram que ele trabalhava em uma empresa de cartonagem e, possivelmente, seguia para casa no horário de almoço.

Durante entrevista no local, Bárbara Alves também aproveitou para fazer um alerta sobre direção defensiva e respeito à sinalização no trânsito.

“A partir do momento que a gente coloca um veículo automotor na rua, a gente tem que prestar atenção na nossa condução e também antecipar o que o outro está fazendo. É isso que evita esse tipo de tragédia”, disse.

A delegada ainda pediu que motoristas respeitem os isolamentos feitos durante trabalhos periciais. Segundo ela, houve dificuldade na preservação da cena do acidente por causa de pessoas tentando atravessar a área bloqueada.

“A gente sinaliza toda a faixa justamente para a perícia conseguir analisar velocidade, frenagem e a dinâmica do acidente. Algumas pessoas acabam tumultuando por pressa ou curiosidade, e isso atrapalha bastante o trabalho”, completou.


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