ACOMPANHE-NOS    
DEZEMBRO, SEGUNDA  06    CAMPO GRANDE 31º

Capital

Internos envolvidos em motim na Máxima serão remanejados, diz Agepen

Por Viviane Oliveira | 15/12/2016 07:53
Armas artesanais apreendidas com os internos (Foto: Direto das Ruas)
Armas artesanais apreendidas com os internos (Foto: Direto das Ruas)
Presos devem ser remanejados para outras unidades prisionais (Foto: Alcides Neto)
Presos devem ser remanejados para outras unidades prisionais (Foto: Alcides Neto)

Serão remanejados os detentos que fizeram motim na noite de ontem (14), no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, que fica na Rua Indianópolis, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Pelo menos, 33 detentos munidos de arma artesanais, se recusaram a voltar para as celas, alegando que estavam sendo ameaçados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Airton Stropa, o que aconteceu ontem na penitenciária não foi motim e sim uma crise entre os presos que não são aceitos pelos demais detentos. Situação, que segundo o presidente, é de rotina nas unidades prisionais.

“Esses internos foram transferidos para outros pavilhões e hoje estamos analisando a possibilidade de remanejamento do grupo para outras unidades prisionais do Estado”, diz. Segundo Stropa, essa briga entre facções é um acontecimento nacional. Ontem, durante o motim foram apreendidas quatro armas artesanais.

Tensão - Conforme informações apuradas pelo Campo Grande News, os presos que pediram para ser remanejados são integrantes da facção carioca Comando Vermelho, ex-aliada dos paulistas do PCC, mas que recentemente romperam a parceria. O motivo do fim do acordo é a disputa pelo controle da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, local fundamental para o crime organizado.

Na noite de domingo (13), dois presos tentaram fugir da Máxima. Ao serem surpreendidos, Fernando Costa Sucker e Carlos Eduardo de Oliveira da Silva, ambos de 28 anos, disseram que queriam escapar porque foram ameaçados de morte por detentos de facções rivais.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário