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Funcionários da Caixa rejeitam proposta e entram em greve nesta quinta em MS

Categoria rejeitou proposta em assembleia e tenta retomar negociação sobre plano de saúde

Por Inara Silva | 08/09/2026 17:12
Funcionários da Caixa rejeitam proposta e entram em greve nesta quinta em MS
Cartazes e faixa anunciam greve na porta de agência bancária de Campo Grande (Foto: Arquivo)

Funcionários da Caixa Econômica Federal entram em greve nesta quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta apresentada durante as negociações da campanha salarial dos bancários. A paralisação foi definida em assembleia virtual e está mantida mesmo com a tentativa de retomada das negociações com o banco.

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Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve nesta quinta-feira (10) após rejeitarem proposta da campanha salarial dos bancários, que oferecia 100% da inflação mais 0,6% de ganho real. O principal ponto de discordância é o plano de saúde, que sofreu reajuste e mudanças. Antes da paralisação, sindicato encaminhou ofício ao banco solicitando retomada das negociações, sem garantia de cancelamento da greve.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Neide Rodrigues, explica que a votação ocorreu durante dois dias. A assembleia virtual começou às 18h de quinta-feira (3) e terminou às 18h de sexta-feira (4). Segundo Neide, os trabalhadores da Caixa rejeitaram a proposta e aprovaram a greve. Já os funcionários do Banco do Brasil, BRB e da rede privada aceitaram as respectivas propostas.

O sindicato divulgou nesta terça-feira (8) o comunicado sobre a paralisação. Conforme Neide, o procedimento é necessário para cumprir a antecedência de 72 horas prevista para o movimento.

Antes do início da greve, os trabalhadores participam de uma plenária nesta quarta-feira (9), às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, na Rua Barão do Rio Branco, 2.652. De acordo com a presidente, o encontro será usado para definir a forma de encaminhamento da paralisação. Ao mesmo tempo, os representantes dos trabalhadores tentam reabrir as negociações. Segundo Neide, um ofício foi encaminhado ao banco solicitando a retomada das conversas, que poderá ocorrer na noite desta quarta-feira.

A possibilidade de uma nova negociação, porém, não muda a decisão já tomada pelos trabalhadores. “O que pode acontecer é a retomada da negociação, que nós encaminhamos um ofício para o banco para retomar as negociações. Provavelmente acontece amanhã à noite, mas isso não impede a greve de acontecer”, disse.

Plano de saúde - Neide afirma que a principal questão envolvendo os empregados da Caixa é o plano de saúde, que teve reajuste e mudanças. É nesse ponto que os representantes da categoria tentam conseguir avanços com a reabertura das negociações. “O que está pegando mesmo para a Caixa Econômica é a questão do plano de saúde deles, que teve um reajuste, teve algumas mudanças, e é isso que a gente está tentando melhorar”, explicou.

A negociação da campanha salarial começou em julho. Conforme a presidente, foram realizadas 13 rodadas com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) durante julho e agosto. A data-base da categoria é agosto e a convenção coletiva se encerrava em 31 de agosto.

A reivindicação aprovada na Conferência Nacional dos Bancários era de reposição da inflação mais 5% de ganho real. Segundo Neide, a proposta apresentada ao fim das negociações ficou em 100% da inflação, mais 0,6% de ganho real, além da manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva.

Ainda não há estimativa de quantos funcionários da Caixa deverão aderir à paralisação. Neide afirma que isso só será conhecido quando o movimento começar. “Eu creio que vai ser uma greve importante do ponto de vista da adesão dos funcionários”, avaliou.

Manutenção das cláusulas - A preservação das cláusulas da convenção coletiva também foi destacada pela presidente durante a entrevista. Segundo Neide, a preocupação aumentou depois da reforma trabalhista, com o fim da ultratividade. Ela explica que a ultratividade garantia a manutenção das cláusulas da convenção coletiva até a conclusão do processo de negociação. Sem essa garantia, a manutenção dos direitos previstos na convenção tornou-se uma preocupação da representação dos trabalhadores.

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