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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/07/2012 12:19

Jornalista que matou Rogerinho tem pena reduzida e pode ir para o semiaberto

Aline dos Santos

A pena foi reduzida em dois anos por decisão do TJ/MS

Agnaldo foi a júri popular em novembro do ano passado. (Foto: João Garrigó)Agnaldo foi a júri popular em novembro do ano passado. (Foto: João Garrigó)

A pena do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, condenado pela morte do menino Rogerinho numa briga de trânsito, foi reduzida de 14 anos, cinco meses e nove dias para 12 anos e oito meses. Desta forma, ele pode ir para o regime semiaberto ainda neste ano.

A redução, obtida na 2ª Câmara Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), foi um pedido da defesa. De acordo com o advogado Valdir Custódio, o juiz aplicou a pena considerando a culpabilidade e as consequências do crime eram graves. Porém, na apelação criminal, o tribunal avaliou que os dois itens estavam dentro do critério da normalidade do tipo penal.

Com a condenação por 14 anos, a previsão da defesa era que o preso progredisse de regime em setembro. Agora, o advogado aguarda a publicação da decisão do TJ para que Agnaldo possa ir para o semiaberto de forma mais rápida, condizente com a nova punição.

A defesa ainda busca na Justiça que seja retirada a condenação por porte de arma, que pode reduzir a pena para dez anos e oito meses. O jornalista foi a júri popular em 29 de novembro de 2011, dois anos depois do crime. A briga de trânsito que resultou na morte de Rogério Pedra Neto ocorreu na manhã o dia 18 de novembro de 2009, em Campo Grande.

Durante a discussão com o tio do menino, Aldemir Pedra Neto, o jornalista efetuou quatro disparos, atingindo João Alfredo Pedra (avô de Rogerinho) e o menino, que foi baleado no pescoço, não resistiu ao ferimento. A família estava em uma caminhonete L-200 e o jornalista em um Fox.

Depois do crime, o jornalista chegou a ficar 80 dias preso. Em seguida, teve nova prisão decretada, sob a alegação de que forjou uma separação. Mesmo sem ter sido preso, Agnaldo obteve habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Em setembro de 2010, o jornalista foi preso porque não foi encontrado no endereço informado à Justiça.



É triste, mas é a nossa justiça. Ele não tinha porte de arma, matou uma criança com bala explosiva, baleou o avô, teve uma pena branda e ainda teve a pena reduzida. Outro dia, li uma reportagem em que uma pessoa pegou 18 anos de prisão por TENTAR matar um motorista de ônibus. QUE JUSTIÇA É ESSA!!! Será que ainda vão tirar a CONDENAÇÃO POR PORTE DE ARMA!
 
Eliane Pinto da Silva em 29/07/2012 03:56:08
Que absurdo, como que pode existir uma justiça assim? Ele matou uma criança indefesa e estão querendo por esse assassino a solta novamente. Estou indignada.
 
Annelyse Lobo em 26/07/2012 03:42:06
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