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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

29/11/2011 20:29

“Hoje não foi feita justiça, foi aplicada a lei”, diz promotor sobre condenação

Nadyenka Castro

Fernando Zauppa explica que a acusação pediu condenação de Agnaldo Ferreira Gonçalves por homicídio duplamente qualificado, mas, as duas qualificadoras foram negadas. Para o representante do MPE, “a legislação é pífia”

“É uma vergonha. Basta cumprir 1/6 e se tiver bom comportamento vai para o semiaberto”, opina promotor sobre pena. (Foto: João Garrigó)“É uma vergonha. Basta cumprir 1/6 e se tiver bom comportamento vai para o semiaberto”, opina promotor sobre pena. (Foto: João Garrigó)

Responsável pela acusação do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, o promotor de justiça Fernando Martins Zauppa considera que não houve justiça na condenação do responsável pela morte de Rogério Mendonça, dois anos. “Hoje não foi feita justiça, foi aplicada a lei”, declara.

O representante do MPE (Ministério Público Estadual) culpa a lei pela, segundo ele, injustiça. “A legislação é pífia”, fala. Na opinião do promotor, a pena ao jornalista “é uma vergonha. Basta cumprir 1/6 e se tiver bom comportamento vai para o semiaberto”.

Fernando Zauppa explica que o MPE pediu a condenação por homicídio duplamente qualificado: motivo torpe -vingança - e recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, em primeira e segunda instância as qualificadoras foram negadas.

Com isso, Agnaldo foi acusado de homicídio simples e tentativa de homicídio. Caso as qualificadoras tivessem sido aceitas, o crime passaria a ser hediondo e o jornalista ficaria mais tempo na prisão. “A construção jurídica precisa ser revista”, declara Fernando Zauppa.

Defesa- O advogado Valdir Custódio da Silva, que defende Agnaldo, disse que irá recorrer da pena e não da condenação.

Para ele, o juiz Alexandre Ito, presidente do júri, não deveria ter justificado o aumento da pena do assassinato de Rogerinho com a situação psicológica da irmã e sim, ter analisado essa situação na condenação referente à tentativa de homicídio contra a menina.

Se tivesse feito isso, a pena final seria ainda menor, já que o tempo que ficará preso foi calculado com base na condenação pela morte do menino.

Caso - Há dois anos, Agnaldo se envolveu em uma briga de trânsito no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ernesto Geisel, em Campo Grande.

Durante a discussão, ele efetuou quatro disparos, um deles acertou o pescoço de Rogério Pedra Neto, de 2 anos, que chegou a ser socorrido, mas morreu. Outro tiro acertou João Alfredo Pedra.



Tanto bafafa pra nada. Enquanto as leis criminais brasileira nao mudarem, a impunidade reinara e tudo terminara em pizza, assim como acontece em Brasilia. Impunidade e injustiça, eh a cara do Brasil e enquanto isso, sofre a familia daqueles que perderam a vida por irresponsabilidade ou monstrosidade de alguem que injustamente recebera a liberdade que nao merece. A lei "porca" so comete + injustiça
 
Luci Santos em 30/11/2011 07:38:22
Que tipo de família é essa, que não protegem suas crianças?
Qualquer cidadão da roça ou do interior, sem conhecimento do ECA, sabem que é dever dos pais e responsáveis, zelarem, protegerem, cuidarem,etc das crianças.
Mas, o valentão teve seu orgulho doentio ferido ao levar uma buzinada no trânsito. Preferiu com sempre, estufar o peito e partir para agressão física e verbal.
Quem bate apanha ou...
 
juan charlymoon em 30/11/2011 04:53:03
Disse certo o promotor..não houve justiça só aplicação de uma lei ridicula que esses deputados e senadores deveriam mudar... Mas ficam discutindo Copa do Mundo, bla bla...
Mas valeu p mostrar que transito não é lugar de assassino!
 
Andre gonçalves em 29/11/2011 11:16:51
Concordo na íntegra com o Advogado de defesa. O juíz, pisou na bola da "justiça" ao fazer essa justificativa.
Se formos seguir essa linha de raciocínio, reforça o grande erro cometido pelo tio, que colocou a criança, em situação e perigo e consequentemente, traumas profundos. Se não fosse, pela" valentia" do mesmo, nada teria acontecido. Se alguém buzina, vá embora e pronto, prá que confusão?
 
neyde de oliveira em 29/11/2011 09:19:16
É Sr. Promotor, justiça é justiça. Mas, o que a gente mais vê é injustiça.
Qdo se contrata alguém p/ encenar mentiras, no meu ponto de vista é uma injustiça, com a VERDADE.
Nesse caso, foram duas as vítimas: o garoto e o jornalista. Vítimas da estupidez, arrogância,prepotencia e sentimento de impunidade por parte do Pitboy (tio).
Quem arrumou confusão c/ cças a bordo?foi o valentão?agora é vítima?
 
neyde de oliveira em 29/11/2011 09:03:18
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