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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

25/10/2018 10:34

Mãe que abandonou bebê tem sintomas de depressão pós-parto

Jovem continua internada no CRS do bairro Tiradentes; bebê de 3 meses já teve alta

Anahi Zurutuza
Bombeiro com bebê no colo; mãe e criança foram levadas para posto de saúde (Foto: Adriano Fernandes/Arquivo)Bombeiro com bebê no colo; mãe e criança foram levadas para posto de saúde (Foto: Adriano Fernandes/Arquivo)

A jovem de 20 anos que abandonou uma bebê de 3 meses no canteiro central da avenida Rita Vieira de Andrade, no bairro Rita Vieira, no início da noite deste quarta-feira (24) continua internada no CRS (Centro Regional de Saúde) do bairro Tiradentes. O diagnóstico inicial dos médicos é que ela sofra de depressão pós-parto.

A mãe e a bebê de 3 meses deram entrada na unidade por volta de 20h, levadas pelo Corpo de Bombeiros.

“A criança já foi liberada e estava bem, sem nenhum problema de saúde. A mãe permanece em atendimento”, informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) por meio da assessoria de imprensa. A bebê foi levada do posto de saúde por um familiar.

Abandono – A jovem estava com outra criança braços quando deixou a bebê no canteiro central e correu. Segundo testemunhas, ela aparentava estar em surto e dizia coisas sem sentido. Uma mulher, de 34 anos, acompanhada do marido, acudiu a criança.

Conforme relatos, a mãe foi vista com a menina mais velha no colo e a criança chorava muito. Ao ser questionada pela testemunha sobre o que fazia com a criança no chão, a mãe apenas apontou para o bebê-conforto e saiu correndo.

A jovem entrou em um automóvel Honda Fit que passava pela via. A motorista deste veículo disse que a mulher aparentava estar transtornada. “Ela não falava coisa com coisa”, disse ao Campo Grande News.

Assustada, a condutora decidiu contornar uma quadra do bairro e retornar a avenida. Nesse momento, em meio ao surto, a mãe das crianças disse que havia deixado a filha para trás.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados. Não há informações sobre o eu aconteceu com a menina mais velha. O Conselho Tutelar informou apenas as informações sobre o atendimento são sigilosas.

O caso, inicialmente, foi tratado como abandono de incapaz. O nome da mãe foi preservado para não expor as crianças.



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