A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

17/02/2014 16:09

Médica diz que violou sigilo para proteger crianças de maus tratos

Kleber Clajus

A psiquiatra Cilene Denise de Lima Garcia, punida pelo CRM/MS (Conselho Regional de Medicina) em janeiro deste ano, justificou a quebra de sigilo médico de uma paciente porque esta “maltratava os dois filhos”. Com a informação, o ex-marido conseguiu acordo judicial e a profissional sofreu censura pública com nota sobre o caso publicada em jornais de grande circulação em Campo Grande e São Paulo (SP).

“Sei que não podia quebrar o sigilo médico, mas por impulso o fiz porque as crianças estavam sendo maltratas pela mãe. O pai sabia disso e era um dos motivos dele querer a guarda dos filhos. Ela era minha paciente e quebrei o sigilo, mas e as crianças?”, disse Cilene Denise ao Campo Grande News.

O vazamento de informações ocorreu em 2009. A profissional, que atua como psiquiatra há 14 anos, relata que já havia presenciado as agressões antes de comentar o caso com o pai das crianças, menores de 10 anos, que estava em processo de separação. Com os dados o responsável entrou na Justiça e obteve o direito de tutela. Já a paciente teria forjado um laudo da médica em um processo civil, mas não obteve êxito.

Sobre a punição, Cilene Denise comentou que a advertência causou “prejuízo moral”. Ela também critica o CRM/MS por “falta de interesse de saber minha parte” o que, somado ao caso de quebra de sigilo, contribuiu para que a médica transferir-se seu registro profissional para São Paulo (SP), em 2010. “Estou cansada disso tudo e quero paz”, resume.

Punição – Quando punida o presidente do CRM/MS, Alberto Cubel Brull, avaliou que a sanção era pesada, mas prevista na Lei Federal nº 3268/57.

“Infelizmente temos esse tipo de caso. Ao todo são cinco as punições aplicáveis, que incluem advertência confidencial, censura confidencial ou pública, suspensão do exercício profissional por 30 dias e cassação confirmada também pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Em sua maioria as duas primeiras são mais aplicadas”, explicou Alberto.

De acordo com dados fornecidos pelo CRM/MS, no ano passado foram instauradas 194 sindicâncias no Estado, aumento de 20% em relação a 2012, quando se registrou 161 casos.

Por outro lado, o julgamento de processos éticos reduziu 30% no mesmo período, passando de 49 para 34. Os recursos ao CFM também foram menores em 2013, somando 14 ante 22 no ano anterior.



Infelizmente pessoas são condenadas e expostas na mídia por praticarem ações preventivas, como o da Dra. e por "justiceiros" sem nenhum curso de Direito. Já passou da hora dos inúmeros conselhos serem regularizados e seus membros serem melhor selecionados. et: em qq instituição impera o "2 pesos duas medidas" infelizmente..,
 
Oswaldo Rodrigues em 18/02/2014 10:14:42
Nós estamos no mundo só para fazer o correto, ajudar crianças principalmente!
Antes de ser médica, a pessoa tem que amar o próximo, só existe um problema,
quem é correto e amoroso, sempre é punido!
Portanto Cilene, siga em frente e não se importe com os formados não pensantes.
Na grandeza das coisas de valor na vida, eles não contam nada.
 
mirella forti cossignani em 18/02/2014 09:34:29
Como em comentário anterior,como o DRs: Adalberto Siufi,Rondon,que causaram prejuizos as pessoas pode,mais uma que contribuiu para uma vida melhor as crianças,esta sim merece ser punida conforme nosso CRM/MS,depois estas crianças cresceriam poderiam se tornar agressivas,violentas,dai viriam o "ECA",direitos humanos,com moralismo barato,e mais facil punir quem tenta ajudar do que já causam transtornos e ate perdas as familias.
 
luiz benites em 18/02/2014 08:32:13
Mas Edilson dos Reis, talvez o erro dela tenha sido em falar para o ex-marido da paciente. O correto era comunicar a autoridade policial do acontecimento, registrando um boletim de ocorrência. Daí sim, o ex-marido poderia usar o boletim de ocorrência.
 
Afonso Netho em 18/02/2014 08:29:11
nossa, mais é um absurdo mesmo! Quando a pessoa faz o correto, ela recebe punição, impressionante hein
 
Thainá Camargo em 18/02/2014 08:13:26
Perfeita sua colocação, Carlos Ortiz. Teve também o caso daquele médico cirurgião plástico que detonou o corpo de várias pacientes e o CRM só tomou alguma providência quando o cara foi condenado judicialmente. Corporativistas, isso sim.
 
ricardo griao em 17/02/2014 21:15:00
O problema todo está no fato da Dra. Cilene ter passado a informação ao advogado da outra parte, que segundo consta é seu marido.
O que ela deveria ter feito é procurar a Delegacia Especializada do Menor ou o Ministério Público e feito uma denúncia formal.
Aliás, ela é obrigada a fazer isso, sob pena de Omissão.
 
Luiz Antonio M Costa em 17/02/2014 20:57:10
CRM/MS e o dr Dorsa , e o dr, Siufi ???? Censura publica neste caso da Dra , voces estão certo disto ????.

 
soraia amado em 17/02/2014 19:52:38
TEMOS PRESENCIADO NA MIDIA VARIOS CASOS QUE MÉDICOS MUTILAM, E CAUSAM VARIOS DANOS A PACIENTES, INCLUSIVE MORTE POR ERROS MÉDICOS E EM MUITOS CASOS O CRM SÓ DA 30 DIAS DE AFASTAMENTO E ELES VOLTAM A COMETER AS MESMAS BARBARIDADES, E QUANDO ALGUEM QUER PROTEGER UMA CRIANÇA DE MAUS TRATOS É PUNIDO...AACHO QUE O MINISTÉRIO PUBLICO DEVE INTERVIR NO CASO.
 
MATEUS COSTA em 17/02/2014 18:32:12
Como profissional da área da saúde posso garantir que existem situações aonde nós ficamos entre a cruz e a espada, por um lado saber informações pessoais que podem trazer relevância a uma séria de situações... como o caso da médica em questão, por outro a legislação vigente dos conselhos.
mas e o dilema moral que passa na cabeça do profissional? como fica a nossa consciência?
deixo outra questão: e se houvesse ocorrido algo com as crianças?
puniríamos a médica por ter omitido a informação devido ao sigilo?
existem CASOS E CASOS!!!
 
marcel dos santos nobre em 17/02/2014 18:17:57
Como professor de bioética e Biodireito, esclareço que a quebra de confidencialidade somente é eticamente admitida quando:
1) Há um sério dano físico, a uma pessoa identificável e específica, tiver alta probabilidade de ocorrência;
2) for o último recurso, após ter sido utilizada persuasão ou outras abordagens, e, por último,
3) este procedimento deve ser generalizável, sendo novamente utilizado em outra situação com as mesmas características, independentemente de quem seja a pessoa envolvida.
Exceção à preservação de informações ocorre quando, por força de legislação existente e por justa causa, um profissional é obrigado a comunicar informações que teve acesso em função de sua atividade.
Incluem-se as seguintes situações:
• testemunhar em corte judicial, em situações especiais;
• comunicar, à autoridade competente, a ocorrência de
o doença de informação compulsória,
o de maus-tratos em crianças ou adolescentes,
o de abuso de conjuge ou idoso.
Lembrando o Caso Tarasof , que em 27 de outubro de 1969, quando por falta de comunicação o Jovem Prosenjid Poddar, um estudante indiano, matou Tatiana Tarasoff.
Na minha reflexão a médica agiu correto.

 
Edilson dos Reis em 17/02/2014 17:34:45
disse tudo Carlos Ortiz.!!!!!!
 
elaine cristina em 17/02/2014 17:31:00
Médicos dormindo durante o plantão, médicos embriagados, médicos faltando ao serviço o CRM não toma providencias, mas uma médica que agiu somente para ajudar crianças tem esse tipo de tratamento.
Parabéns doutora, aos olhos de DEUS a senhora agiu de maneira correta
 
Alex André de Souza em 17/02/2014 17:08:48
O certo é fazer o errado. Brasil o país do aocontracionismo
 
Cyro chan em 17/02/2014 17:00:49
Puniram o Adalberto Siufi ? claro que nao esse CRM/MS e uma piada.
 
Carlos Ortiz em 17/02/2014 16:52:47
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions