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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

11/11/2011 23:10

Evasão de acadêmicos indígenas chega a 40% no ensino superior

Paulo Fernandes
Audiência pública proposta pelo deputado Pedro Kemp fez um diagnóstico da situação do ensino superior para os indígenas (Foto: Josy Macedo/assessoria)Audiência pública proposta pelo deputado Pedro Kemp fez um diagnóstico da situação do ensino superior para os indígenas (Foto: Josy Macedo/assessoria)
Acadêmico de Ciências Biológicas, Leosmar Antônio diz que os indígenas ousam permanecer nas universidades, superando todas as dificuldades (Foto: Josy Macedo/assessoria)  Acadêmico de Ciências Biológicas, Leosmar Antônio diz que os indígenas "ousam permanecer nas universidades", superando todas as dificuldades (Foto: Josy Macedo/assessoria)

Levantamento apresentado nesta sexta-feira durante a audiência pública “Educação Superior Indígena em MS”, na Assembleia Legislativa, mostra que o índice de evasão escolar indígena nas universidades é de aproximadamente 40%.

Hoje, pelo menos 700 estudantes em Mato Grosso do Sul são indígenas. Somente a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) possui 292 indígenas matriculados no ensino superior graças a um programa de cotas implantado em 2003.

Cerca de 200 universitários índios participaram da audiência pública proposta pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT) em parceria com o projeto Rede de Saberes, informou a assessoria do parlamentar.

Os indígenas explicaram que um dos principais problemas é a ausência de programas de apoio institucional voltados para os acadêmicos das diversas etnias do país, diante da carência financeira das famílias indígenas.

A mãe da enfermeira Rose Mariano, da etnia Terena, emocionou a todos ao relatar as angustias pelas quais passou ao acompanhar as dificuldades da filha, que concluiu o ensino superior há dois anos.

“Ela passava o dia todo com uma bala. Tudo isso para conseguir concluir o ensino superior”, disse. “Muitas vezes eu comia, sem saber se ela estava comendo”, acrescentou.

Prestes a concluir o curso de Ciências Biológicas na UEMS, Leosmar Antônio falou das dificuldades enfrentadas diariamente. “Nós que ousamos permanecer nas universidades recorremos a todo tipo de subterfúgio para contornar as situações. Alugamos pequenos quartos em fundos de bares, locais inadequados. Dormimos no chão, tendo dificuldade com vestuário e, principalmente, alimentação”.



Quando estudei na UFMS tinha seis academicos de outra cidade na mesma situação. Estou iniciando direito em Campo Grande e eu serei a "bola da vez". No entanto o detalhe é que todos os envolvidos na minha historia nao sao indios, ou seja, a dificuldade de cursar o ensino superior é geral e nao uma exclusividade dos indios! É dificil pra todos e mais ainda para os pobres, independente da raça.
 
Alexandre S. da Silva em 12/11/2011 05:47:31
ISSO TUDO QUE FALAM É MENTIRAAAAA........O INDIO SÓ NÃO FICA NA UNIVERSIDADE PORQUE NÃO TEM BASE.....ISSO, NÃO TEM ESTUDO, DEPOIS FICAM CONSTRAGIDOS POR NÃO CONSEGUIREM ACOMPANHAR O CURSO E ABANDONAM.....ESTA É A VERDADE!!!!
QUEREM ENGANAR OU TAPAR O SOL COM PENEIRA.....FALAM EM COTAS, BOLSAS, CONVENIOS, ETC.
COMO UMA PESSOA QUE NÃO SABE NEM LER NEM INTERPRETAR CORRETAMENTE CONSEGUIRÁ ACOMPANHAR
 
GILMAR CANDIDO em 12/11/2011 02:25:31
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