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Capital

PF apura desvio de dinheiro por membro do MPT, envolvendo entidades como Seleta

Esquema envolve servidor do Ministério Público do Trabalho e instituições sediadas em MS

Por Aline dos Santos | 25/02/2021 09:45
Policial federal sai com malote do prédio da Seleta em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Policial federal sai com malote do prédio da Seleta em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

A PF (Polícia Federal), que amanheceu nesta quinta-feira dia (25) no prédio da Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária), cumpriu mandados em investigação por crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e organização criminosa.

A apuração deriva de procedimento do Ministério Público Federal em São Paulo. O esquema envolve membro do MPT (Ministério Público do Trabalho) e entidades sediadas em Mato Grosso do Sul.  Inicialmente, foi divulgado que o membro do MPT investigado era de São Paulo, mas no fim da manhã, o órgão em São Paulo informou que os membros investigados são do MPT/MS.

A explicação sobre o que levou à operação é bem sucinta, sem citar nomes ou o total desviado. “As medidas judiciais são originárias de procedimento investigativo realizado pelo Ministério Público Federal em São Paulo, através do qual foi identificado desvios de valores relacionados às atividades funcionais de membro do Ministério Público do Trabalho e instituições sediadas no Mato Grosso do Sul”

Os mandados foram expedidos pelo TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), com sede em São Paulo. Os policiais federais cumpriram hoje cinco mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Anastácio.

No interior, o alvo foi o RessoArte (Instituto de Arte, Cultura e Desenvolvimento), localizado na Avenida Manoel Murtinho, Centro de Anastácio. A reportagem não conseguiu contato com o instituto.

Roberto Barros de Oliveira afirma que Polícia Federal investiga TAC com mais de dez anos. (Foto: Reprodução)
Roberto Barros de Oliveira afirma que Polícia Federal investiga TAC com mais de dez anos. (Foto: Reprodução)

Seleta - “Estão recolhendo material para investigação, só documentos. Um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] de mais de dez anos. É alguma coisa em relação ao TAC, mas do outro lado. Desvio, pessoas trabalhando a mais. Graças a Deus, dessa vez, a Seleta não está envolvida”, disse o presidente da Seleta, Roberto Barros de Oliveira.

A instituição “quebrou” depois que decisões judiciais impediram a manutenção dos convênios com o poder público. Desde 2016, inúmeros processos contra a Seleta minaram a capacidade de atuação da entidade, que se viu obrigada a pagar dívidas trabalhistas através da venda de imóveis em leilão judicial. (Matéria editada às 12h51 para acréscimo de informações).

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