"Pode partir a qualquer momento", diz avô de bebê internada após agressões
Criança de 3 meses permanece em estado irreversível após suspeita de maus-tratos
A bebê de 3 meses internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Campo Grande, após dar entrada com múltiplas lesões pelo corpo e suspeita de agressões, passou a receber cuidados paliativos. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira (25) pelo avô materno da criança, Ewerton Godoy, em uma mensagem enviada a familiares e amigos.
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Bebê de 3 meses internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Campo Grande com múltiplas lesões passou a receber cuidados paliativos. O avô materno informou que a equipe médica iniciou a retirada das sedações e que a menina pode morrer a qualquer momento. Os pais, de 18 e 20 anos, foram presos por suspeita de maus-tratos. A Polícia Civil investiga se a criança sofreu violência física recorrente.
Segundo ele, a equipe médica iniciou a retirada das sedações e informou à família que a menina poderá morrer a qualquer momento.
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"Infelizmente, o quadro dela não teve a melhora que tanto esperávamos. Agora ela se encontra em cuidados paliativos, e as sedações estão sendo retiradas. A qualquer momento ela poderá partir", escreveu.
Na mensagem, Ewerton também agradeceu as orações recebidas desde a internação da neta e afirmou que a família tenta enfrentar o momento com fé.
"Mesmo com toda a nossa dor, entendemos que foi feita a vontade de Deus. Muitas vezes desejamos um caminho diferente, mas confiamos que Ele sabe de todas as coisas."
A bebê foi internada na última sexta-feira (19), depois de ser levada ao hospital com a suspeita inicial de broncoaspiração. Durante o atendimento, porém, médicos encontraram hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas, lesões consideradas incompatíveis com a versão apresentada pelos responsáveis.
Os pais da criança, uma jovem de 18 anos e o marido, de 20, foram presos em flagrante por suspeita de maus-tratos. A Polícia Civil investiga se a bebê foi vítima de violência física recorrente.
Em entrevista anterior ao Campo Grande News, Ewerton afirmou acreditar que a filha também sofria violência praticada pelo companheiro, embora tenha defendido que ela responda pelos atos. Ele também registrou denúncia contra os avós paternos da criança, que moravam na mesma residência, por suposta omissão. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a inclusão de outros familiares entre os investigados.
O caso segue sob investigação, enquanto a família aguarda a evolução do quadro clínico da bebê, que permanece internada em estado irreversível, segundo o relato do avô.
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