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Capital

Preso por assassinato de caseiro fingiu não saber de nada e ajudou nas buscas

Peão confessou o crime, indicou o comparsa e a DHPP prendeu a dupla em menos de 24 horas

Por Gabi Cenciarelli e Clara Farias | 25/06/2026 16:42
Preso por assassinato de caseiro fingiu não saber de nada e ajudou nas buscas
Um dos homens presos pelo assassinato de Antônio (Foto: Osmar Veiga)

O homem que, na manhã de quarta-feira (24), abriu a porteira da chácara para a entrada das equipes policiais, indicou caminhos dentro da propriedade e conversou com investigadores durante as buscas pelo corpo do caseiro Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, era um dos autores do assassinato. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (25) pela Polícia Civil, que esclareceu o crime em menos de 24 horas e prendeu dois vizinhos da vítima. Segundo a investigação, o homicídio foi motivado por uma briga durante o consumo de bebida alcoólica.

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Dois homens foram presos pela Polícia Civil menos de 24 horas após o corpo do caseiro Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, ser encontrado dentro de um saco em um brejo no Assentamento Conquista, em Campo Grande. O principal suspeito confessou o crime e revelou que uma briga por bebida motivou o assassinato. O segundo envolvido ajudou a esconder o corpo e foi localizado no mesmo assentamento. Ambos foram autuados por ocultação de cadáver e serão indiciados por homicídio.

Na quarta-feira, enquanto policiais militares, peritos e investigadores realizavam os primeiros levantamentos no Assentamento Conquista, o homem acompanhava toda a movimentação. Sem revelar a identidade, ele chegou a dizer aos investigadores, em frente ao Campo Grande News, que Antônio "bebia muito" e costumava se envolver em confusões, citando inclusive desentendimentos com um peão da propriedade. Um dia depois, acabou preso por participação no crime.

De acordo com a DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa), as investigações começaram ainda na segunda-feira (22), após vizinhos comunicarem o desaparecimento do caseiro, que havia deixado de ser visto havia cerca de dois dias.

Preso por assassinato de caseiro fingiu não saber de nada e ajudou nas buscas
Equipes percorrem área de mata e brejo durante buscas na chácara onde o corpo foi encontrado (Foto: Osmar Veiga)

Na manhã de quarta-feira, o corpo foi localizado dentro de um saco branco, abandonado em meio à vegetação de um brejo, em um dos lotes do assentamento. A perícia constatou diversas lesões na cabeça e uma fratura no crânio provocada por objeto contundente, indicando que Antônio foi morto antes de ter o corpo ocultado.

A partir da descoberta do cadáver, a investigação passou a se concentrar na identificação dos responsáveis. Testemunhas relataram aos policiais que a vítima havia sido vista pela última vez na companhia de um vizinho, com quem teria discutido pouco antes do desaparecimento. Os investigadores também descobriram que esse homem deixou o assentamento logo após o crime, seguindo em direção à rodovia.

Na manhã desta quinta-feira, equipes da DHPP localizaram o suspeito em uma propriedade rural de familiares, no município de Corguinho. Ao ser preso, ele confessou o assassinato e afirmou que contou com a ajuda de outro vizinho para esconder o corpo da vítima.

Preso por assassinato de caseiro fingiu não saber de nada e ajudou nas buscas
Perito faz levantamento em frente à casa usada por Antônio Pereira na propriedade rural (Foto: Osmar Veiga)

Com a informação, os policiais retornaram ao Assentamento Conquista e localizaram o segundo suspeito. Ele também confessou participação no crime e indicou o local onde havia escondido o celular da vítima, que permaneceu em sua posse desde o homicídio.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a motivação do crime foi uma discussão entre os envolvidos durante o consumo de bebida alcoólica.

Os dois homens foram levados para a sede da DHPP, onde foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e devem ser indiciados por homicídio.

Durante as diligências, a polícia também encontrou a companheira do segundo preso. Embora ela não tenha participação no assassinato, havia contra ela um mandado de prisão em aberto por furto. A mulher foi ouvida como testemunha e permaneceu presa em razão da ordem judicial.

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