Polícia apreende milhares de salgadinhos desviados de fábrica no São Conrado
Ex-funcionário foi preso em flagrante, em 24 de agosto, por esquema de meio milhão em cargas
A Polícia Civil apreendeu milhares de salgadinhos que teriam sido desviados de uma indústria alimentícia de Campo Grande. No mês passado, um ex-funcionário foi preso em flagrante suspeito de participar do esquema, que teria causado prejuízo de ao menos R$ 500 mil em cargas. As mercadorias foram encontradas nesta quinta-feira (10) em três locais: um depósito no Bairro São Conrado e duas unidades de um estabelecimento comercial da Capital.
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A Polícia Civil apreendeu milhares de produtos de uma indústria alimentícia em três locais de Campo Grande, suspeitos de serem cargas desviadas. A ação é continuidade de investigação que prendeu um ex-funcionário em agosto, que admitiu participar do esquema por oito meses, com mais de 20 carregamentos retirados da empresa mediante documentos adulterados e revendidos abaixo do preço de mercado.
A ação é continuidade da investigação que já havia levado à prisão em flagrante de um ex-funcionário da indústria, no dia 24 de agosto. Na ocasião, a DERF (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos) encontrou uma grande quantidade de produtos armazenados sem documentação fiscal no mesmo imóvel do São Conrado.
Segundo a Polícia Civil, novas diligências identificaram que o endereço continuava sendo usado para guardar mercadorias desviadas. No local, foram apreendidos milhares de unidades de produtos da indústria sem as respectivas notas fiscais.
Os investigadores também foram até duas unidades de um estabelecimento comercial, onde encontraram outros milhares de produtos semelhantes, também sem documentação fiscal. As mercadorias estavam expostas para venda no atacado por preços abaixo dos normalmente praticados no mercado.
Os três locais passaram por perícia e os produtos foram apreendidos para identificação e avaliação. Posteriormente, as mercadorias deverão ser restituídas à empresa vítima.
Na primeira fase da investigação, o ex-funcionário preso em flagrante teria admitido participação no esquema havia cerca de oito meses. Conforme o relato apresentado à polícia, mais de 20 carregamentos teriam sido retirados da indústria, normalmente na frequência de uma carga por semana.
Ainda segundo a investigação, as mercadorias saíam da empresa em caminhões terceirizados com o uso de ordens de carregamento adulteradas. Os produtos seriam retirados sem a documentação fiscal correspondente e depois revendidos a comerciantes por valores inferiores aos de mercado.
A Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de um esquema estruturado para retirar as cargas diretamente da indústria, armazenar os produtos e distribuí-los para comercialização em Campo Grande.
As pessoas encontradas nos dois estabelecimentos comerciais e no depósito foram levadas à DERF para prestar esclarecimentos. Os responsáveis pela aquisição e comercialização dos produtos deverão ser intimados e interrogados durante o inquérito.
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