Jovem economiza por meses e perde R$ 3,2 mil em golpe ao comprar notebook
Vítima viu o produto pessoalmente, mas só descobriu a fraude após conversar com o verdadeiro dono
Após meses fazendo hora extra, economizando e até pegando dinheiro emprestado, Jéssica Aline de Souza, 18 anos, perdeu R$ 3,2 mil ao tentar comprar o primeiro notebook. Ela chegou a ir pessoalmente até o endereço indicado, viu o equipamento, conversou com os verdadeiros donos e só percebeu que havia caído em um golpe depois de fazer o pagamento.
RESUMO
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Uma jovem de 18 anos perdeu R$ 3,2 mil ao cair em um golpe na compra do primeiro notebook, em negociação iniciada no Marketplace do Facebook e concluída pelo WhatsApp. Após ver o equipamento pessoalmente e conversar com os donos, ela fez o pagamento via PIX a um falso intermediário, que desapareceu. O caso foi registrado pela Polícia Civil como fraude eletrônica.
O caso foi registrado nesta quinta-feira (10) na Polícia Civil como fraude eletrônica. Segundo o boletim de ocorrência, a negociação começou no Marketplace do Facebook e depois seguiu pelo WhatsApp.
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Jéssica contou que procurava um notebook mais barato porque não tinha condições de comprar um equipamento novo. O computador seria usado nos estudos, já que ela pretende começar a faculdade de Contabilidade no próximo ano.
“Eu trabalhei muito, emprestei dinheiro, fiz hora extra e estava guardando dinheiro desde março”, relatou.
O anúncio chamou atenção pelo preço e, após o primeiro contato, ficou combinado que ela poderia conferir o notebook pessoalmente. No endereço indicado, encontrou os verdadeiros proprietários do equipamento e constatou que o computador existia e estava em boas condições.
Até aquele momento, tudo parecia uma compra comum.
O problema é que o homem com quem ela negociava não era o dono do notebook. Segundo o relato apresentado à polícia, o golpista teria criado um anúncio falso usando um equipamento que realmente estava à venda e passou a intermediar a conversa entre comprador e vendedor.
Para Jéssica, ele teria dito que o verdadeiro proprietário do notebook era seu irmão. Aos donos do aparelho apresentou uma versão diferente. Segundo o boletim, o suspeito afirmou que a compradora estaria ligada a uma dívida particular, chegando a descrevê-la como agiota ou parente, e pediu que a negociação financeira fosse tratada diretamente com ele.
Sem desconfiar do esquema, Jéssica fez um PIX de R$ 3,2 mil para a conta indicada pelo suposto vendedor. Somente depois do pagamento os envolvidos começaram a conversar entre si e perceberam que nenhuma das versões era verdadeira.
“Depois que fiz o pagamento, o dono do notebook disse que ele não era irmão dele. Ele me perguntou se eu era agiota ou parente. Foi aí que vimos que era um golpe”, contou.
O suspeito, que se apresentou à vítima como “Augusto”, deixou de responder após receber o dinheiro.
Sem o notebook e sem o dinheiro juntado durante meses, Jéssica decidiu buscar uma forma de recuperar pelo menos parte do prejuízo. A ideia de fazer uma rifa surgiu da própria dona do computador, que acompanhou o momento em que o golpe foi descoberto. Ajude aqui.
A Polícia Civil deverá apurar quem recebeu o PIX e quem estava por trás dos contatos feitos durante a negociação.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


