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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/10/2014 09:43

Polícia conclui inquérito e padrasto pode ser condenado a 30 anos

Alan Diógenes
Fernando vai responder por homicídio doloso e pode pegar 30 anos de prisão. (Foto: Marcos Ermínio)Fernando vai responder por homicídio doloso e pode pegar 30 anos de prisão. (Foto: Marcos Ermínio)

O inquérito civil, que investigava o caso da menina de 2 anos que foi espancada até a morte pelo padrasto Fernando Floriano Duarte, 33 anos, no bairro José Abrão, em Campo Grande, já foi concluído. O acusado pelo crime responderá por homicídio doloso com recurso que dificultou a defesa da vítima, além da motivação fútil, e pode ser condenado a 30 anos de prisão em regime fechado.

De acordo com a delegada Regina Márcia Mota, da DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente),  o fim das investigações aconteceu após a conclusão do exame necroscópico que descartou a violência sexual cometida contra a menina. “Estávamos esperando o resultado desse exame para fechar o inquérito. Posteriormente nos foi concedido o documento que descartou a violência sexual”, explicou.

Fernando ficou detido em uma cela individual da Derf (Delegacia de Repressão aos Crimes de Roubos e furtos) por questões de segurança. Na época, por ser suspeito de estupro ele não poderia ter contato com outros detentos. Mas, ele já foi transferido para um presídio do Estado de onde aguardava vaga. 

O irmão da menina, de 7 anos, disse durante depoimento, que Fernando jogou a criança várias vezes no chão. Com as quedas, a menina teria desmaiado mais de uma vez. Segundo a delegada, a versão do garoto foi confirmada pelo agressor que confessou o assassinato da menina.

Crime - O crime aconteceu no dia 18 de setembro deste ano. O agressor tentou resistir, mas foi detido pelos policiais próximo ao local do crime, quando estava totalmente embriagado. Segundo a polícia, o depoimento do irmão da menina que viu a agressão e o fato das mãos do acusado estarem com escoriações no dia em que foi preso serviram como principais indícios de que ele era o assassino da menina.

A criança foi socorrida pela mãe que chegou em casa e a viu caída na cama, momento em que o autor fugiu do local. A menina foi levada as pressas à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, onde recebeu massagem cardíaca, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

Fernando já possui três passagens policiais por violência doméstica e agressão à ex-mulher. Em todos os casos ele foi detido embriagado. Ele confessou aos policiais que tem problemas com alcoolismo.



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