A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

11/03/2011 08:27

Prefeitura calcula em R$ 45 milhões prejuízo com chuvas em Campo Grande

Marta Ferreira
Bairro Nova Lima é um dos pontos críticos, segundo a prefeitura. (Foto: Ricardo Campos Jr)Bairro Nova Lima é um dos pontos críticos, segundo a prefeitura. (Foto: Ricardo Campos Jr)

Os cálculos da Prefeitura de Campo Grande indicam que vão ser necessários R$ 45 milhões para a recuperação dos estragos espalhados por Campo Grande, após mais de uma semana de chuvas contínuas.

O número faz parte de levantamento que embasou o decreto de situação de emergência em Campo Grande.

Os recursos são necessários, segundo a prefeitura divulgou, para conter a erosão nos bairros Nova Lima, Laranjais e Jardim Carioca (na avenida Sete), onde postes de energia chegaram a ser derrubados; os estragos causados ao longo da avenida Ernesto Geisel; a restauração das estradas vicinais e os buracos formados em dezenas de vias na área urbana da Capital.

O secretario municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), João Antonio De Marco, afirmou que a Prefeitura já está atuando em diversos pontos críticos. “De imediato, vamos tentar conter a erosão do bairro Nova Lima. Naquele local vamos colocar tubos para canalizar as águas pluviais”, antecipou.

Como continua a chover, embora em menos intensidade que na semana passada, os trabalhos estão sendo dificuldados, conforme o secretário. “Vamos acelerar os trabalhos a partir do mês de abril, período em que as chuvas cessam. Nossa previsão é recuperar a cidade ainda neste primeiro semestre”, assegurou.

De Marco explicou o encaminhamento que receberá o decreto de situação de emergência, essencial para que a liberação de recursos seja acelerada. “Vamos comunicar a União sobre a situação desastrosa. Em seguida, a Defesa Civil Nacional analisa a situação de emergência para liberação dos recursos”.



Inobstante as desculpas do poder executivo quanto a responsabilidade dos estragos serem causados pelo excesso de chuva, não prosperam de forma nenhuma, uma vez que isso é o retrato do descaso e falta de providências acautelatorias, pois um edifício sem a devida fundação correta certamente um dia desabará. Isso tudo é na verdade a falta de visão e inexperiência do poder público (executivo) em precaver-se dos intemperies. Assim, nada mais é do que a herança deixada pelo ex secretario de obras que não teve o bom senso, experiência e visão administrativa de de prevenir os pontos criticos sujeitos a ação do tempo. Vale o ditado popular (é melhor prevenir do que remediar). O executivo municipal deveria espelhar-se em administradores com experiência que sabem agir, como é o caso do Jaime Lerner (Curitiba-PR) ou Fernando Ribas Carli (Guarapuava-PR), pois cópiar as boas ideias não é nenhuma vergonha, e sim um merito, com vistas a evitar o que ocorreu em nossa capital. Basta um rapido olhar nas solicitações de serviços feita pelos municipes junto a prefeitura municipal (não atendidas), para ver que a precaução seria o melhor remédio. Disso tudo, extrai-se a lição de que a reeleição é desmotivada, pois se o administrador público não desenvolveu seu trabalho em quatro anos, não vai desenvolver nos proximos quatro. A prova disso está estampada nos quatro cantos do país, inclusive desde a própria presidencia. Reeleição nunca mais.
 
joão carlos em 11/03/2011 08:59:47
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions