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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

22/10/2015 11:35

Prefeitura diz que repasses estão em dia e atendimentos serão reorganizados

Flávia Lima
Médicos estão sem receber desde o quinto dia útil. (Foto:Arquivo)Médicos estão sem receber desde o quinto dia útil. (Foto:Arquivo)

A prefeitura de Campo Grande garantiu, através de nota, que desde que o prefeito Alcides Bernal (PP) reassumiu a administração, vem efetuando em dia os repasses para a Santa Casa.

Através de nota, a gestão afirma que nos meses de setembro e outubro foram repassados R$ 30.820.590,42, sendo recursos do SUS na ordem de R$ 27.570.590,42 e recursos municipais na ordem de R$ 3.250.000,00 e que em outubro, já foi realizado o pagamento chamado pré-fixado no valor de R$ 16.048.103.83.

O pagamento chamado pós-fixado aguarda o fechamento da produção pelo Ministério da Saúde para ser efetivado. A programação é de cerca de R$ 2.920.000,00 para se pago no dia 28, próxima quarta-feira.

Também através da nota o prefeito destaca que dentro do montante repassado, há o valor de R$ 4.710.000,00 que a prefeitura adiantou e ainda não foi repassado pelo Estado. 

Em relação à divida encontrada, Bernal diz que ela está sendo auditada para a certificação do valor, que gira entre R$ 10 e R$ 14 milhões.

Para evitar prejuízos à população, a Secretaria Municipal de Saúde garante que irá reorganizar o fluxo de atendimento ambulatorial e de cirurgias eletivas.

Os médicos que prestam serviço como autônomo ou pessoa jurídica à Santa Casa de Campo Grande deflagraram greve nesta quinta-feira (22), resultando na desmarcação de consultas de 80 pacientes e cancelamento de cirurgias eletivas (procedimentos agendados). Durante o dia, o total deve aumentar, pois a média é de 300 atendimentos diários no ambulatório.

A paralisação é para cobrar o pagamento que deveria ser feito até o quinto dia útil para 300 profissionais. De acordo com o presidente da Asmec (Associação dos Médicos da Santa Casa), Carlos Idelmar de Campos Barbosa, a maioria do corpo clínico é formada por prestadores de serviço (300), contra 100 contratados por regime celetista, e responde por todos os atendimentos no centro cirúrgico.

Ontem, a direção da Santa Casa justificou que não tem dinheiro em caixa para quitar o débito de R$ 3 milhões.
Desde o ano passado, o contrato da Santa Casa é prorrogado sucessivamente por 30 dias porque as negociações com a prefeitura não chegam a consenso.

 

 



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