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Capital

Prefeitura e Santa Casa negociam pronto socorro para casos 'simples'

Entre as possibilidades para acomodar o novo pronto socorro estaria o prédio de um dos postos de saúde; Médicos e demais funcionários seriam fornecidos pelo hospital

Por Yarima Mecchi | 12/01/2017 12:21
Prédio fechado na Avenida Afonso Pena está entre possibilidade para abrigar pronto socorro. (Foto: Alcides Neto)
Prédio fechado na Avenida Afonso Pena está entre possibilidade para abrigar pronto socorro. (Foto: Alcides Neto)

A ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) - que administra a Santa Casa - está negociando com a Prefeitura de Campo Grande a abertura de um pronto socorro fora da estrutura do hospital. De acordo com o presidente da associação, Esacheu Nascimento, a proposta foi feita por eles para o Município.

"E também foi objeto de discussão no MPE (Ministério Público do Estado), de nós termos um pronto socorro não dentro da Santa Casa", declarou.

O presidente disse na manhã desta quinta-feira (12), durante assinatura de dois termos aditivos com o Executivo Municipal, que o pronto atendimento do hospital é um equipamento caro e direcionado a média e alta complexidade, ou seja, aos casos mais graves.

"Usaríamos como pronto socorro da baixa complexidade, de casos menos graves, e esse atendimento geral que é feito na Santa Casa passaria a ser feito for. Só mandaríamos para o hospital o paciente de média e alta complexidade", explicou.

Entre as possibilidades para acomodar o novo pronto socorro estaria o prédio de um dos postos de saúde da cidade, seriam fornecidos funcionários da Santa Casa e mais R$ 1,7 milhão que o Ministério da Saúde manda para urgência e emergência ou então o prédio do antigo Cempe (Centro Pediátrico Municipal), de propriedade do dono do Hospital El Kadri, Mafuci Kadri, que cobra na Justiça a Prefeitura de Campo Grande por alugueis atrasados e danos na estrutura pelo período que funcionou o Cempe.

"Estamos propondo um prédio de UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e montamos nela uma estrutura e mais R$ 1,7 milhão que recebemos do Ministério da Saúde. Se a prefeitura disser que não pode ser em UPA e então seria uma parceira no financiamento e nós alugaríamos, tínhamos até conversado com o Mafuci Kadri para ele nos alugar esse prédio da Avenida Afonso Pena que está fechado", ressaltou.

Convênio - O secretário de saúde do município, Marcelo Vilela, disse que está viabilizando uma forma de implementar projetos em outras unidades de saúde de Campo Grande para desafogar o pronto socorro da Santa Casa.

"Existe uma demanda grande de trauma ortopédico de medica complexidade e tem um projeto chamado TOI (Trauma Ortopédico Intermediário) que funcionava com o Pênfigo em parceria. Esse trauma de pequena intensidade é uma demanda muito grande que precisa viabilizar ou no HU (Hospital Universitário) ou nos UPA's ou no nosso ambulatório do CEM (Centro de Especialidades Médicas)", destacou.

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