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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/10/2016 14:28

Protesto de moradores cobra dois meses de pagamento por mutirão

Adriano Fernandes
Moradores protestam pela falta de salários há 60 dias. (Foto: Direto das Ruas) Moradores protestam pela falta de salários há 60 dias. (Foto: Direto das Ruas)

Com faixas e entulho interditando uma das principais ruas do loteamento Bom Retiro, cerca de 50 moradores, contratados para a construção das próprias casas no local, em sistema de mutirão, protestam pela falta de salários. Segundo os manifestantes, eles estão há 60 dias sem receber.

Caso o problema não seja resolvido, eles ameaçam até mesmo incendiar ônibus na tentativa de chamar a atenção da prefeitura. De acordo com os residentes do local, além do atraso nos pagamentos, há cerca de 40 dias falta material para conclusão das casas.

"Quem ergueu as casas dentro desse período é porque conseguiu material por conta própria, porque a construtora já parou de fornecer há mais de uma mês", comentou a moradora, Marluci Magalhães Siqueira, de 35 anos.

O protesto desta tarde (17), por enquanto, se resume a intedição de uma das ruas do loteamento com entulho e faixas, mas a situação pode ficar mais crítica. "Se ninguém nos der uma posição vamos só esperar passar o próximo ônibus por aqui e incendiar ele", conta a moradora.

Contratações - De acordo com os trabalhadores do Bom Retiro, em um último contato feito por um representante da Morhar Organização Social, empresa que intermediou as contratações dos moradores com a prefeitura, tinha sido definido que os salários atrasados seriam acertados até as 10h de hoje (17).

Por enquanto os moradores protestam interditando as ruas com faixas e pedras. (Foto: Direto das Ruas) Por enquanto os moradores protestam interditando as ruas com faixas e pedras. (Foto: Direto das Ruas)
Os moradores do próprio loteamento é que eram responsáveis pelas construções. (Foto: Direto das Ruas) Os moradores do próprio loteamento é que eram responsáveis pelas construções. (Foto: Direto das Ruas)

"Mas até agora nada. Ninguém apareceu por aqui e nós também não conseguimos contato com essa empresa", se queixou dona Mariluci. O desempregado Rogério do Carmo, de 23 anos, detalha como haviam sido firmadas as formas de pagamento, até os salários pararem de ser pagos, há 60 dias.

"Primeiramento havia sido definido que os moradores receberiam todo dia 23. Depois passou a ser conforme iam ficando prontas as etapas da construção das casa, até que não pagaram mais. A justificativa pelo atraso era sempre a greve dos bancos, feriados. Depois disseram que na quinta ou sexta-feira passadas iam pagar, mas até agora nada", se queixou.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura do municipio, mas até a conclusão da matéria não obteve um retorno.

Contrato – A Morhar Organização Social é a empresa responsável por fornecer o material necessário para a construção das casas que seriam erguidas, pelos próprios moradores do loteamento. No entanto, a empresa nem sequer tem sede própria ou a sua diretoria foi encontrada.

Realocados – O loteamento Bom Retiro, na região da Vila Nasser, norte da cidade, recebeu em março deste ano os moradores da favela Cidade de Deus. Pelo menos 84 famílias foram realocadas na região. Cada família teve o direito a um terreno de 10x20 metros.

No local, também seria implantado o programa "Mutirão Assistido", que consiste na construção de casas, onde a prefeitura banca 40% da construção e o morador pagará os 60% restantes parcelados junto ao valor do terreno.



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