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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

08/10/2014 14:18

Santa Casa explica a pacientes como vai encerrar o setor de oncologia

Renan Nucci
Reunião com pacientes da oncologia acontece às 18h de amanhã. (Foto: Divulgação)Reunião com pacientes da oncologia acontece às 18h de amanhã. (Foto: Divulgação)

A Santa Casa de Campo Grande se reúne às 18h de hoje (8), no auditório “Carroceiro Zé Bonito”, na sede da instituição, com pacientes que fazem tratamento de câncer no hospital. Em julho, três mulheres morreram na oncologia após sessões de quimioterapia. O setor foi fechado para novas internações e o rompimento do contrato com o Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, empresa que prestava os serviços, foi antecipado.

O objetivo do encontro é esclarecer dúvidas e informar às pessoas que ainda fazem tratamento na unidade de saúde, que a transferência será realizada somente depois que forem estabelecidas as condições necessárias. Também participam representantes da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Sesau (Secretaria Muncipal de Saúde), Ministério Público e Hospital do Câncer.

Mortes – A 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande investiga as mortes de Carmen Insfran Bernard, 48 anos, Norotilde Araújo Greco, 72 anos, e Maria Glória Guimarães, 61 anos, que morreram nos dias 10, 11 e 12 de julho, respectivamente, devido à complicações durante o tratamento de câncer colorretal. Elas receberam doses do Fluorouracil (5-FU) em junho, apresentaram reações adversas e morreram no mês seguinte. A quarta vítima, Margarida Isabel de Oliveira, sobreviveu.

A delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelas investigações, trabalha com a hipótese de falha humana, e ouve todos os profissionais que participaram do atendimento às vítimas. Já prestaram depoimentos médicos, sobre a prescrição dos medicamentos, farmacêuticos, sobre a manipulação, e no momento falam técnicos de enfermagem, a respeito do convívio com as pacientes.

Ontem duas técnicas de enfermagem compareceram à 1ª DP, e na tarde de hoje outra deve ser ouvida. Medina alega que os casos tomaram grande proporção e que as investigações estão bastante avançadas. Ela espera que, além de apontar a autoria das mortes, a apuração tenha efeito pedagógico. “É importante para que outras unidade de saúde se atenham aos erros levantados durante o inquérito, e também para os pacientes, para que fiquem cientes de que o tratamento é importante”, disse.



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