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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

09/01/2017 15:23

Sem repasse, hospital atrasa salários e funcionários cobram prefeitura

Secretário de Saúde deve ir a Brasília buscar recursos e quitar dívidas com hospitais da Capital

Yarima Mecchi
Em dezembro funcionários também paralisaram atividades e ficaram em saguão do hospital. (Foto: Fernando Antunes)Em dezembro funcionários também paralisaram atividades e ficaram em saguão do hospital. (Foto: Fernando Antunes)

Mais uma vez o repasse da Santa Casa não foi feito pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) e os funcionários estão sem receber seus salários. No início da tarde desta segunda-feira (9), cerca de 250 pessoas, entre funcionários administrativos e enfermeiros, paralisaram suas atividades em protesto contra o atraso.

De acordo com o presidente do Sintesaúde (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde), Osmar Gussi, eles estão passando pela mesma situação que há duas semanas, quando ficaram sem receber o 13º salário e também fizeram paralisações.

"Nós paramos por cerca de 2h, os administrativos e a enfermagem. O presidente já tinha nos avisado que não recebeu o repasse e amanhã vamos cobrar o secretário de saúde", explicou Osmar.

Segundo o sindicato, são cerca de 950 funcionários do administrativos e 1.250 da enfermagem, mas só parou 70%. "Fizemos assembleia hoje e se não sair pagamento a indicação é de greve. Se não tiver uma posição favorável o indicativo é de greve, tudo depende da conversa com o secretário de saúde", ressaltou.

Saúde - De acordo com a Sesau, uma reunião foi realizada por volta das 11h de hoje com o secretário Marcelo Vilela e membros da direção da Santa Casa. Ficou definida uma forma retroativa de pagar os 22 dias do mês de dezembro que ficaram sem contrato. Uma vez que o acordo do município com o hospital venceu no dia 8 de dezembro.

Na reunião também foi sinalizado um parecer favorável para assinarem um contrato com vigência de 90 dias até a Sesau encontrar uma solução para atender a demanda solicitada pelo hospital, onde o valor do convênio passa de R$ 20 milhões para R$ 23 milhões. O secretário de saúde deve ir à Brasília (DF) para buscar recursos e quitar as dívidas com os hospitais da Capital.



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