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Capital

Sequestradores de recém-nascida vieram da Bolívia só para serviço, diz acusada

Por Bruno Chaves e Graziela Rezende | 19/11/2013 13:34
Mulher confessou que participou de sequestro (Foto: Marcos Ermínio)
Mulher confessou que participou de sequestro (Foto: Marcos Ermínio)
Renata ainda falou que escolher menina "a dedo" (Foto: Marcos Ermínio)
Renata ainda falou que escolher menina "a dedo" (Foto: Marcos Ermínio)

Presa em flagrante com a menina recém-nascida sequestrada no último dia 16, Renata Silva de Jesus, 33 anos, disse à polícia que dois, dos três homens que atuaram no roubo da criança, vieram da Bolívia só para cometer o crime. O terceiro homem é marido de Renata.

O bebê foi encontrado por investigadores da Polícia Civil por volta de 11h30 desta terça-feira (19) na Rua da Flauta, bairro Tiradentes, em Campo Grande. A criança ficou três dias em poder da sequestradora.

Para o delegado responsável pelas investigações, Paulo Sérgio Lauretto, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), a história contada pela mulher é “fantasiosa”. Mesmo assim, a polícia continuará investigando.

“Desde ontem (18) já tínhamos pistas, descrição desses homens e o local da possível residência. Ao chegarmos lá hoje de manhã, o Fiat Premium usado no sequestro estava na garagem”, disse.

Ainda conforme o delegado, a criança estava dormindo no quarto quando a casa foi arrombada. “Ela estava bem nutrida e bem cuidada”, garantiu Lauretto.

A partir de agora, o inquérito policial será instaurado, com auto de prisão em flagrante de Renata. O delegado contou que comunicará o juiz e continuará a realizar diligências para encontrar todos os envolvidos.

Envolvidos – Renata, que perdeu um filho há 10 dias, disse ao delegado que escolheu a dedo a criança roubada. Ela confessou que estava no Fiat Premium com o marido e com os dois bolivianos no dia do sequestro, 14 de novembro.

A suspeita ainda garantiu que os dois bolivianos conheciam o pai da criança, um jovem de 22 anos. Segundo ela, o pai tinha uma dívida com eles oriunda do tráfico de drogas.

Os estrangeiros comentaram com Renata que a mãe, uma jovem de 14 anos, estava entregando a filha para a adoção e por isso decidiu participar do sequestro.

Renata ainda destacou que os sequestradores não estavam encapuzados. Segundo ela, uma das testemunhas reconheceu um boliviano porque ele tem uma cicatriz no rosto.

Todos se conheceram em uma viagem recente que Renata fez à Bolívia. Ela disse que foi ao país vizinho comprar roupas.

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