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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

24/10/2015 09:59

Três dias após fim da greve, lixo e mau cheiro ainda atormentam moradores

Michel Faustino e Mariana Rodrigues
Mesmo com a coleta retomada, lixo acumulado ainda causa transtornos. (Foto: Marcos Ermínio)Mesmo com a coleta retomada, lixo acumulado ainda causa transtornos. (Foto: Marcos Ermínio)
Florisbela passou a manhã fazendo a limpeza da lixeira do condomínio na tentativa de amenizar cheiro deixado pelo acumulo do lixo. (Foto: Marcos Ermínio)Florisbela passou a manhã fazendo a limpeza da lixeira do condomínio na tentativa de amenizar cheiro deixado pelo acumulo do lixo. (Foto: Marcos Ermínio)

Após ficar suspenso por uma semana, acoleta de lixo voltou a ser feita nesta quarta-feira (22), no entanto, o mau cheiro deixado pelo acumulo de lixo e a ausência do serviço em algumas regiões da cidade continua causando transtornos e atormentado os moradores.

Na região do bairro São Francisco, por exemplo, a coleta foi retomada na tarde desta sexta-feira, mesmo assim, os vestígios deixados pelo lixo acumulado tem causado transtornos.

A serviços gerais Florisbela Samuel Faria, 29 anos, que trabalha no condomínio Veronas, localizado na Rua Eduardo Santos Pereira, comenta que por conta do tempo muitos sacos de lixo rasgaram e com isso os dejetos se espalharam pela lixeira e calçada do condomínio.

“Por causa desse lixo que ficou espelhado ficou um cheiro insuportável. Todos os moradores estão reclamando bastante. A situação está muito complicada. E por causa desse acumulo de lixo aumentou moscas, baratas e até ratos ”, disse.

Segundo o empresário Dagoberto Alencar Machado até agora a coleta ainda não passou em frente ao seu comercio, que fica na Rua Pernambuco com a Bahia. Ele conta que somente na última semana precisou levar o lixo por duas vezes até o aterro para evitar acumulo em frente ao seu estabelecimento.

“A gente tem que se virar porque o odor é muito forte e não tem como a gente manter desse jeito. Essa situação é ruim pra todo mundo e uma questão de saúde pública”, comentou.

A professora Mareli Sangalli, 58 anos, disse que tem tomado algumas precauções para amenizar os transtornos com o lixo.

“Eu procuro armazenar o lixo no fundo de casa e só coloco quando realmente o lixeiro vai passar. E também reforço os sacos de lixo para não espalhar. É uma questão de consciência, acho que todo mundo deveria pensar nisso”, finaliza.

Retomada- A CG Solurb retomou o trabalho de coleta depois que o desembargador do Tribunal de Justiça, Geraldo Almeida, concedeu liminar, autorizando a liberação de R$ 4,1 milhões, valor bloqueado nas últimas três semanas, que corresponde a 20% dos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Município) que Prefeitura de Campo Grande recebeu no período.



Realmente, tá muito complicado mesmo. Além da coleta não ter voltado à sua total normalidade, sendo que muitos bairros ainda não foram atendidos, junta-se o fato dos catadores de material recicláveis rasgarem o lixo acumulado, à procura de objetos que possam ser utilizados por eles. Então, além do lixo que ainda se encontra acumulado em vários pontos da cidade, ainda temos que lidar com essa situação... Entendo a necessidade dos catadores, mas essa situação é insustentável. Já não basta o descaso dos nossos governantes com relação ao que vem acontecendo, ainda mais essa. Esse pessoal que tem a necessidade de viver da coleta nos lixo, deveriam passar por treinamento e orientações...
 
Mariana Carvalho em 24/10/2015 10:54:41
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