Emprego formal desacelera, enquanto salário de admissão sobe em MS
Estado criou 730 vagas em julho, queda de 64% em um mês, enquanto remuneração inicial chegou a R$ 2,3 mil

A geração de empregos formais perdeu força em Mato Grosso do Sul em julho, mas o salário pago aos novos contratados aumentou. O Estado abriu 730 postos com carteira assinada, queda de 64,4% em relação a junho, enquanto a remuneração média de admissão chegou a R$ 2.310,65.
RESUMO
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Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em julho, foram registradas 34.983 admissões e 34.253 desligamentos no Estado.
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A desaceleração fica mais evidente na comparação com os meses anteriores. Em junho, Mato Grosso do Sul havia criado 2.051 empregos. Em julho de 2025, o saldo havia sido de 3.088 postos. Assim, a abertura de vagas caiu 76,4% em um ano.
Julho teve o segundo menor saldo positivo de 2026 no Estado, à frente somente de abril, quando foram abertas 468 vagas. O melhor resultado do ano ocorreu em fevereiro, com 6.260 novos empregos.
Construção segura resultado - A construção sustentou a geração de empregos em julho, com a abertura de 1.188 vagas. Sem o desempenho do setor, Mato Grosso do Sul teria encerrado o mês com saldo negativo de 458 postos.
Os serviços também contrataram mais do que demitiram, com saldo de 391 empregos. Dentro do segmento, as atividades profissionais, científicas e técnicas criaram 440 vagas, enquanto saúde humana e serviços sociais abriram 274.
Parte desse resultado foi reduzida pelo fechamento de 196 postos na educação e de 148 em transporte, armazenagem e correio.
Nos outros três grandes setores, as demissões superaram as contratações. A indústria apresentou o pior resultado, com o fechamento de 556 vagas, puxado pela perda de 581 empregos na indústria de transformação.
A agropecuária encerrou 213 postos, enquanto o comércio fechou outros 80. Os resultados negativos ajudam a explicar por que o saldo geral ficou bem abaixo do observado nos primeiros meses do ano.
Salário maior - Mesmo com menos vagas abertas, o salário médio de admissão aumentou para R$ 2.310,65 em Mato Grosso do Sul. O valor teve crescimento real de 1,23% em relação a junho, já descontada a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Na comparação com julho de 2025, a alta real foi de 4,57%. A remuneração inicial, entretanto, continuou abaixo da média brasileira, de R$ 2.419,23. A diferença foi de R$ 108,58.
Rotatividade - Outra característica do mercado de trabalho estadual é a alta circulação de trabalhadores. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, Mato Grosso do Sul apresentou taxa de rotatividade de 34,51%.
O índice mostra a proporção de substituições de trabalhadores em relação ao estoque médio de empregos no período. Para o cálculo, foram consideradas 418.492 admissões, 234.045 desligamentos e estoque médio de 678.274 vínculos.
A taxa estadual ficou próxima da média brasileira, de 34,31%, e abaixo da registrada no Centro-Oeste, de 35,64%. Na região, Mato Grosso teve rotatividade de 39,70%, seguido por Goiás, com 39,18%, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, com 27,21%.
Acumulado positivo - Apesar da perda de ritmo em julho, Mato Grosso do Sul mantém saldo positivo no acumulado de 2026. Entre janeiro e julho, foram criados 19.258 empregos formais, resultado de 260.856 admissões e 241.598 desligamentos.
O estoque de empregos cresceu 2,90% no período. A taxa ficou acima da média brasileira, de 2,06%, mas abaixo dos 3,13% registrados no Centro-Oeste.
No resultado mensal da região, Mato Grosso liderou a abertura de vagas em julho, com 5.766 postos, seguido por Goiás, com 3.581. Mato Grosso do Sul apareceu em terceiro, com 730, enquanto o Distrito Federal perdeu 134 empregos.
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