Câmera registra trio fugindo e gritando "É o 15" após execução de homem
Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos, foi assassinado dentro de casa após grupo invadir dizendo que era a PM
Câmera de segurança registrou o momento em que parte do grupo armado que matou Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos, deixou a residência atirando contra a casa. O crime aconteceu na noite de quarta-feira (26), no Residencial Cascatinha, em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande. Um dos suspeitos de participar da execução foi preso na tarde de quinta-feira (27), com uma pistola, munições e drogas.
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No vídeo, publicado pela página Babalizando MS, é possível ouvir ao menos 25 disparos antes que três homens apareçam correndo para fora da residência. Na sequência, alguém que permaneceu dentro do imóvel dispara contra o grupo.
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Os homens revidam diversas vezes enquanto deixam o local. Durante a fuga, um deles grita: “É o 15, porra”. A expressão faz referência à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo a Polícia Civil, Cleiderson foi executado por um grupo de aproximadamente sete homens que invadiu a residência. Os criminosos chegaram ao endereço gritando “abre a porta que é a polícia” e arrombaram o portão a chutes.
A moradora foi rendida e mantida de joelhos na cozinha, sob ameaça de morte, enquanto a filha de 4 anos também estava na casa. Dois integrantes do grupo subiram ao andar superior e executaram Cleiderson com diversos disparos.
Após matar o rapaz, os criminosos desceram e efetuaram novos tiros contra o portão e a fachada da residência antes de fugir.
Prisão - Um homem de 31 anos, apontado como um dos integrantes do grupo, foi preso em flagrante por equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Sidrolândia, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e Dracco (Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).
O suspeito foi localizado por volta das 14h de quinta-feira (27), no Bairro São Bento. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola Mauser com a numeração raspada, carregada com cinco munições, além de outras 44 munições de calibres variados, um coldre, aproximadamente 750 gramas de cocaína e uma balança de precisão.
Conforme a Polícia Civil, outros três suspeitos de participação na execução já foram identificados. As diligências continuam para localizar os demais envolvidos.
Cleiderson havia deixado a prisão seis dias antes de ser morto. A investigação aponta que o homicídio é resultado de uma rixa antiga e estaria relacionado à disputa entre facções criminosas em Mato Grosso do Sul.
A morte de Cleiderson foi a segunda execução registrada em Sidrolândia em menos de 24 horas. Horas antes, Alexandro dos Santos, conhecido como “Costela”, foi baleado na Rua Ponta Porã, na região do Cascatinha II. Segundo apurado pela reportagem, Alexandro estava em frente a uma borracharia quando foi surpreendido por um homem que se aproximou a pé e efetuou os disparos. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Na tarde de quinta-feira, a PM (Polícia Militar) apreendeu o carro usado no crime. No imóvel onde o veículo estava, foram encontrados R$ 24 mil em espécie, duas armas calibre .22 e 74 munições. Um homem foi preso e confessou ter recebido dinheiro para transportar o veículo até Maracaju.
As investigações apuram se as duas execuções estão relacionadas à disputa entre facções criminosas na região.
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