Jatobá imponente definha após incêndio provocado por vandalismo
Árvore virou ponto de parada entre cidades e agora mobiliza quem quer preservar sua história
O jatobá que há anos serve como ponto de parada para quem percorre a BR-060, entre Nioaque e Sidrolândia, está em condições que preocupam pessoas que acompanham a árvore há décadas. A estrutura do tronco apresenta uma grande cavidade e sinais de deterioração, situação que, segundo relatos, se agravou após um incêndio provocado dentro da abertura há cerca de três a cinco anos.
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Um jatobá localizado às margens da BR 060, entre Nioaque e Sidrolândia, preocupa moradores e viajantes após apresentar grande cavidade no tronco e sinais de deterioração, agravados, segundo relatos, por um incêndio dentro da abertura há três a cinco anos. A árvore é ponto de parada e fotos para moradores de várias cidades da região, e agora há mobilização para buscar avaliação técnica e medidas de preservação.
A árvore chama a atenção de quem passa pela rodovia, principalmente de moradores de Bela Vista, Jardim, Nioaque, Sidrolândia e Porto Murtinho. O local se tornou uma parada para fotos e ganhou espaço nas redes sociais. Agora, a preocupação entre os frequentadores é descobrir se ainda há como preservar o jatobá e prolongar sua vida.
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Aos 47 anos, o publicitário Eduardo Souza Pereira acompanha a árvore há cerca de duas décadas. Ele conta que percebeu uma mudança mais acentuada na aparência do jatobá nos últimos anos e passou a parar no local sempre que viajava pela estrada.
“Há 10, 15 anos atrás ele era muito bonito. E de uns 5 anos para cá que eu tenho parado, não importa a pressa que eu tenho, mas eu paro lá”, relata.
Segundo Eduardo, a cavidade no tronco é grande o suficiente para uma pessoa entrar. Ele acredita que o espaço passou a servir de abrigo e conta que, há alguns anos, alguém ateou fogo dentro da abertura.
“Devem ter jogado garrafa lá dentro e atearam fogo. Depois disso, ele desandou. Eu não sei se foi isso que causou, mas foi a partir daí que comecei a perceber uma piora”, afirma.
A situação despertou uma mobilização entre pessoas que têm vínculo com o jatobá. Eduardo procura profissionais que possam avaliar a árvore e indicar medidas para tentar preservá-la. Entre as sugestões levantadas por quem acompanha o caso estão cuidados com o solo e a instalação de uma placa no local.
“Ele é um queridinho dessas pessoas que vão de Bela Vista, Jardim, Nioaque, Sidrolândia, Porto Murtinho. O pessoal para lá com bastante frequência. Eu vejo os comentários e todo mundo está triste porque ele está envergando. Existe uma preocupação muito grande”, diz.
A definição sobre quais medidas podem ajudar o jatobá depende, porém, de uma avaliação técnica. A intenção dos moradores é encontrar quem possa analisar as condições da árvore e apontar o que pode ser feito para evitar que o processo de deterioração avance.

