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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/03/2013 18:01

Especialista diz que cachorro tratado não transmite a Leishmaniose

Viviane Oliveira
Simpatizantes da ONG aproveitaram o evento para levarem os cães. (Foto: Simão Nogueira) Simpatizantes da ONG aproveitaram o evento para levarem os cães. (Foto: Simão Nogueira)

Durante audiência pública contra a Política de Combate à Leishmaniose, nesta quarta-feira (13) na Justiça Federal no Parque dos Poderes, em Campo Grande, o médico veterinário doutor em Parasitologia e professor de doenças Infectocontagiosas, Vitor Márcio Ribeiro, de Minas Gerais, afirmou que cão tratado não transmite a doença.

A audiência ocorre por causa de uma ação civil pública proposta pela ONG Abrigo dos Bichos contra a Prefeitura de Campo Grande e a Secretária Municipal de Saúde. Eles querem impedir que o poder público continue praticando a eutanásia de cães como única política de controle da doença e que adote medidas mais éticas e rígidas nas abordagens da população nas casas.

Para Vitor, a saúde humana é mais importante. No entanto, a saúde animal deve ser tratada com respeito. “As autoridades de saúde pública têm focado o programa de controle na eliminação de cães soropositivos ou doentes, porém nós temos tratamentos que neutralizam a capacidade do cão transmitir a doença. A eutanásia não reduz a doença”, afirma.

Compartilha da mesma opinião a presidente da ONG Abrigo dos Bichos, Maíra Kaviski Peixoto. Segundo a veterinária, os métodos de diagnósticos e o controle da doença são falhos na maioria das vezes. “Milhares de cães são mortos por ano e a doença está ai”, disse.

O abrigo dos bichos questiona o sacrifício de cães e alega que os exames aplicados no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) são testes não conclusivos, que levam ao sacrifício animais sadios e que, conforme pesquisas científicas, não há comprovação de que o cão esteja relacionado à transmissão da doença para o ser humano.

Professor doutor Vitor durante a audiência. (Foto: Simão Nogueira)Professor doutor Vitor durante a audiência. (Foto: Simão Nogueira)

Como prova de que há falhas no exame, o acadêmico Humberto Motoyoshi, de 36 anos, levou para o evento de hoje a cachorrinha Glória, que foi diagnóstica com a doença em janeiro deste ano. “Levei ela e os meus dois gatos para vacinar contra raiva no CCZ e eles aproveitaram para fazer o exame da Leishmaniose”.

Depois de sete dias, Humberto recebeu uma ligação do órgão dizendo que a cachorrinha estava com a doença. Com resultado positivo em mãos, ele procurou uma clinica particular para fazer a contraprova, pagou R$ 50 por um novo exame, que deu negativo. “Se desse positivo eu iria apelar pelo tratamento”, afirma.

A informação é contestada pela responsável técnica do CCZ, Juliana Rezende Araújo. “Nós estamos de acordo com as normas do Ministério da Saúde. Só fazemos a eutanásia depois de dois exames com o resultado positivo,” destaca.

Audiência – Integrantes e simpatizantes dos movimentos de proteção animais levaram os cachorros para frente da sede da Justiça Federal. Presente em todos os eventos da ONG, o cachorro Scooby estava lá também.

Scooby ganhou notoriedade depois de ser arrastado pelo dono do bairro Aero Rancho até o CCZ. O animal tem leishmaniose e foi pivô da polêmica envolvendo o tratamento à doença.

A audiência pública foi coordenada pelo juiz federal Clorisvaldo Rodrigues dos Santos, que teve a presença de representantes da ONG, Prefeitura, advogados, vários especialistas e profissionais na área e acadêmicos de Medicina Veterinária.

“Tanto aqui como em qualquer lugar do Brasil não há um compromisso de tratar a vida dos animais”, disse o membro da ONG Suipa (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais), do Rio de Janeiro, Paulo Pereira Rodrigues.

“Viemos de longe para defendermos a causa”, finaliza Paulo com um grupo de integrantes da ONG.

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O caso bem representa a ditadura do cinismo, vigente no Brasil: gosto de cachorros e não mato uma formiga sequer, se puder evitar. Contudo, precisamos ser lógicos e não esquecer que os recursos sempre são limitados e menores que as necessidades. Como consequência, quando escolhemos tratar um cachorro estamos subtraindo recursos do montante que poderia ser destinado a uma criança. E entre atender um cachorro e uma criança, uma mulher grávida, ..., não tenho dúvidas que se deva atender a estas.
Na Santa Casa de Campo Grande, como ocorre em muitos lugares, faltam medicamentos, camas e toda uma série de equipamentos essenciais para SALVAR A VIDA DE PESSOAS, e salvar estas, ATÉ ESGOTAR ESSA NECESSIDADE, deveria ter maior esforço de ONGs, imprensa e judiciário, DO QUE SALVAR 1 CACHORRO.
 
Joao da silva em 13/04/2013 13:35:08
Tenho uma cadela que foi diagnosticada como positivo, está em tratamento e é super saudável com a doença inoculada. O Tratamento não é tão caro como antigamente. Diga sim ao tratamento de seu cão (anjo de 4 patas) com Leishmaniose, mas, é importante que o diagnóstico seja cedo.
 
Renato Costa em 16/03/2013 20:05:51
fico muito feliz de ver q atitudes começam ser tomadas de alguma forma. Nao podemos mais perder nossos animais de maneira tao errada. o q me indigna e a falta de informaçao das pessoas sob a doença, o mosquito e o unico transmissor, e a MIDIA teve papel fundamental ao transmitir tanta barbaridade sob a Leish. Quanto ao CCZ, pensso que esse orgao nao deveria existir, as pessoas que fazem a coleta de sangue nas residencias, infelismente nao tem preporo.... E muito triste... La dentro a situaçao e o coisa mais trist que se possa ver, tanto e que nunca se vez uma materia (reportagem) dentro do CCZ, aquilo e o fim... Resgato animais na rua e tento achar um lar, mais a doença e terrivel, muita genti discrimina...



 
cristiane de almeida em 15/03/2013 01:32:31
O importante é que discurso emocional também satisfaz o ego.
 
Áttila Gomes em 14/03/2013 10:57:51
Parabéns ao especialista Vítor Márcio, q foi brilhante na explicação do tratamento, ele é um estudioso no assunto e defensor do respeito à vida animal! Infelizmente, para aqueles que NÃO GOSTAM DE ANIMAIS, sempre haverá uma "desculpa" ou resistência para o tratamento, eles não entedem ou fazem de conta q não entedem q o problema é o MOSQUITO, jamais o animal que acaba sendo a vítima .... o tratamento neutraliza a infecção e deixa o animal saudável! Sou convicta disso e vou defender eternamente os bichos, uma das criações mais belas de Deus!!! Portanto, humanos (incluindo órgãos publicos municipal, estadual e federal), vamos repensar neste assunto, por favor!!!!
 
Andréa Costa em 14/03/2013 10:40:35
Acredito no trabalho do CCZ, eles estão trabalhando corretamente quando vistam as casas, fazem exames, só não acho que a solução seja eliminar o animal, o Poder Público deveria é pulverizar o local, exterminar o mosquito, fazer campanha informando a população, pois não adianta eliminar o cão e deixar o mosquito na casa.
Parabéns ao Abrigo dos bichos e aos veterinários que lutam para salvar vidas.
 
Cristiane de Souza em 14/03/2013 10:31:58
Temos uma cahorrinha, Sandy, que deu positivo em todos exames, iniciamos imediatamente um tratamento e ela continua alegre brincalhona e sem os sintomas da doença, não cresceu as unhas,não caiu pelos e está normal. Todos os meses fazemos novos exames e continua tudo normal. O tartamento esta sendo feito na Toca dos Bichos na av tiradentes, e muito bem atendida.
 
Rogerio do Carmo em 14/03/2013 10:22:04
Para quem não sabe amar os animais, e não entende nada de Saúde Publica.
só te resta criticar, mas será tens alguma sugestão.

 
Maria de Sá em 14/03/2013 09:53:18
Para: sueli machado rojas.

Eu ainda prefiro meus cães...
 
Mário Costa em 14/03/2013 09:20:18
Excelente matéria, porém alguem sabe me dizer como se finalizou a Audiência?Se ainda esta vigente a liminar de tratamento?Se teremos nova audiência?Se tem algum parecer positivo ou negativo???Precisamos dessas informações!! Obrigada.
 
Caroline Rodrigues em 14/03/2013 08:08:42
essas pessoas só irão acordar quando seus parentes contraiem essa doença, aí sim verão como irão se safar dessa idéia irrisória de que tem cura,
 
sueli machado rojas em 14/03/2013 07:36:37
vai dar chabú...o brasileiro vai querer que o governo faça o tratamento, como quer que faça a contra prova...é fácil tratar um animal, quem vai fiscalizar o tratamento..quem sabe o jeitinho brasileiro.
 
Julio Leopoldo da silva em 14/03/2013 00:59:06
Sim.Com o tratamento a doença nao passa. Mas todo mundo sabe que a doença nao é que nem uma ''pereba'' ..que com o contato se pega. Mas sim pelo transmissor o MOSQUITO.eu vejo aqui na minha cidade muitos cachorros com Leishmaniose ,cada um numa situação pior que o outro. mas isso varia de organismo pra organismo. meu cao pode estar com Leishmaniose , mas nao ter sintoma nenhum etc. a eutanásia para os casos mais extremos eu sou a FAVOR SIM. E quem tem ''Poderes aquisitivos p/ o tratamento, sim, vai em frente.. porque o tratamento nao é barato. e quem nao pode pegar ? só resta outra solução....
 
Bruna Leticiaa em 13/03/2013 23:58:36
O CCZ tem que deixar de de "meias palavras" e explicar , a público, como procede passo a passo na realização dos referidos "exames" ; o mesmo fato ocorrido com o colega acadêmico acima , ocorreu com um de meus cães; gastei um pouco mais, numa clínica particular mas o resultado , também , foi negativo ! Para o CCZ parece-nos que , por "praticidade" o mais indicado ainda é a eutanásia quando , na realidade , quem deveria difundir novos tratamentos ; curioso até de se notar , é a imposição dos fiscais deste órgão quando visitam nossas casas !!!!!
 
Paulo Lessa em 13/03/2013 23:43:43
parabens a ong , meu cachorro faz o tratamento e esta otimo...
 
nilton nunes em 13/03/2013 23:27:55
Agora estão falando a verdade!!! O PMDB dos ex prefeitos mataram muitos animais e deixaram muitas crianças e familias tristes devido a obrigatoriedade do sacrifício. Minha mãe não quer mais ter um cachorro devido aos dois traumas com estas ações dos ex-prefeitos que nunca trataram o assunto como deveriam. Parabéns ao abrigo dos bichos!!!
 
Ronaldo Figueiredo em 13/03/2013 21:45:32
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