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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

10/03/2018 09:02

Giroto recebe hoje visita de advogado e defesa avalia recurso contra prisão

Ex-deputado federal foi preso ontem após decisão da Justiça

Leonardo Rocha
Edson Giroto, com o advogado Valeriano Fontoura, na sede da Polícia Federal (Foto: Marcos Ermínio)Edson Giroto, com o advogado Valeriano Fontoura, na sede da Polícia Federal (Foto: Marcos Ermínio)

O ex-deputado Edson Giroto e o seu cunhado, Flávio Henrique Garcia Scrocchio, vão receber no final desta manhã (10), uma visita do advogado Valeriano Fontoura, no Centro de Triagem Anísio Teixeira. Eles vão conversar sobre o processo e decidir como irão adotar a linha de defesa, para entrar com recurso na Justiça.

O advogado disse ao Campo Grande News que ainda está estudando a melhor forma de entrar com um recurso, para tentar tirar seus clientes da prisão. Ele também informou que ambos poderão receber visitas da família amanhã (11), no Centro de Triagem.

Além de Giroto e Flávio Garcia Scrocchio, estão presos no local o empresário João Amorim e o ex-servidor estadual, Wilson Roberto Mariano de Oliveira. Os quatro são alvos da Operação Lama Asfáltica, eles se entregaram ontem (09) na Superintendência da Polícia Federal, por volta das 9h.

Depois foram encaminhados no final da manhã ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e posteriormente ao Centro de Triagem Anísio Teixeira, que fica no bairro Noroeste, onde permanecem presos.

Alvos - Eles são alvos da 2ª fase da Operação Lama Asfáltica, chamada de "Fazenda de Lama", que se investiga a compra de fazendas, em nomes de laranjas, com dinheiro supostamente desviado dos cofres públicos, por meio de obras na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB).

Também fazem parte dos investigados Ana Paula Amorim Dolzan, Mariane Mariano de Oliveira, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto e Elza Cristina Araújo dos Santos, que de acordo com os mandados expedidos pela Justiça estão cumprindo prisão domiciliar.

Histórico na Justiça - O STF negou pedido de revogação da prisão preventiva do empresário João Amorim na terça-feira (6). Ele havia sido preso no dia 10 de maio de 2016 e a liberdade veio no dia 24 de junho daquele ano, quando o ministro Marco Aurélio considerou que não havia elemento concreto para justificar a prisão e concedeu liminar em pedido de habeas corpus.

A decisão da 1ª Turma se estende a todos os outros sete alvos da Operação Fazendas de Lama, conforme consta no comunicado do STF enviado por fax à 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande.



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