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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

05/09/2017 12:34

HR usa curativos de alta tecnologia para reduzir tempo de internação

Ambulatório é o único do Brasil que utiliza o método e atende em média 30 pacientes por dia; economia é de até R$ 40 mil por pessoa

Anahi Zurutuza
Equipe faz curativos em paciente (Foto: Governo do Estado/Divulgação)Equipe faz curativos em paciente (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

Um método inovador utilizado no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) está reduzindo o tempo de internação de pacientes e gerando uma economia que chega a cifra R$ 40 mil por pessoa. No ambulatório de curativos, usa alta tecnologia no tratamento dos pacientes desde 2015.

A enfermeira responsável pelo setor, Juliana Corrente da Silva, conta como o setor foi montado. “Trabalho com curativos há 12 anos. Desde que me formei venho pesquisando sobre o assunto. Quando vim para o ambulatório do HR fiquei sabendo que era para ter um ambulatório de feridas, mas que não estava funcionando. Foi aí que me interessei, fui atrás do protocolo, de cursos, custos. Descobri que o SUS pagava R$ 32 por curativo e que tinha produto padronizado. Começamos a correlacionar os dados, conversamos com o diretor clínico e ele acreditou na nossa iniciativa. Assim, demos início ao trabalho”, relatou, via assessoria de imprensa.

Juliana explica que os curativos de alta tecnologia são mais caros que os comuns, mas custam três vezes menos que manter o paciente internado no hospital.

“Não houve aumento nos custos. Já entramos com a medicação para não desenvolver lesões e os que chegam com as lesões são tratados e recebem a cura por aqui. Para você ter uma ideia, nosso setor já curou lesões de 30 anos. Antes, mulheres com deiscência [abertura espontânea de suturas cirúrgicas] de pós-parto ficavam internadas três meses na maternidade. Hoje, isso não existe mais. Economizamos inclusive com o uso de antibióticos porque temos curativos de alta complexidade mundial. O que se gastava no tratamento agora se investe em prevenção”, destacou.

Juliana Corrente, a chefe do setor, em entrevista (Foto: Governo do Estado/Divulgação)Juliana Corrente, a chefe do setor, em entrevista (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

Custos de desospitalização – Um paciente internado no HR tem custo médio diário de R$ 701,52. Se internado em uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) custa R$ 1.269,82 por dia; internação cirúrgica R$ 634,70/dia; internação clínica R$ 542,20/dia; internação oncológica R$ 359,36/dia, segundo apurou a assessoria do Governo do Estado.

De acordo com a enfermeira Juliana, um acidente ofídico (picada de serpentes peçonhentas), por exemplo, tem custo estimado de internação para tratamento, por um período médio de 20 dias, avaliado em R$ 12.694,00. Com o tratamento por curativos o valor reduz para R$ 1.960,40, no período de 45 dias, o que representa uma economia de R$ 10.733,60.

“O tratamento de uma deiscência cirúrgica tem custo estimado hoje de internação de R$ 28.561,50, por um período de 45 dias. O custo com curativos fica em R$ 3.847,01 e o tratamento dura 59 dias, sem necessidade de ocupação de leito do hospital”, exemplificou.

Enfermeira cuida do pé de paciente (Foto: Governo do Estado/Divulgação)Enfermeira cuida do pé de paciente (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

Referência nacional – Após a adoção da nova tecnolocia, o Hospital Regional tornou-se referência nacional em tratamento de feridas. Juliana Corrente disse que aliado a economia, os índices de cura são de quase 100%.

“Não existe no país o trabalho que nós fazemos aqui, é inédito. Eu participo de um fórum nacional com 30 enfermeiros e eles ficaram encantados com as técnicas que utilizamos no nosso ambulatório. No começo desse ano o serviço cresceu consideravelmente. Conseguimos um médico para integrar nossa equipe. Várias empresas nacionais e internacionais começaram a oferecer produtos. Estamos testando agora uma nova terapia a vácuo, que se der certo vamos padronizar. Então, temos muito orgulho do trabalho que desenvolvemos”, afirmou.

O ambulatório de curativos atende em média 30 pacientes por dia ou 900 por mês.




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