Adolescente admite presença em violação de túmulo, mas nega necrofilia
Jovem de 16 anos disse que acompanhou dois homens ao cemitério e presenciou retirada do caixão
O depoimento de um adolescente de 16 anos trouxe novos detalhes sobre o caso de violação de túmulo envolvendo Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado, município a 442 quilômetros de Campo Grande. Ouvido na presença de responsável legal, o jovem afirmou que presenciou a abertura da sepultura, a retirada do caixão e a violação do cadáver por um dos presos, mas negou ter participado da prática de necrofilia.
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Segundo a investigação, o adolescente relatou que esteve no cemitério ainda durante a tarde do dia dos fatos para visitar o túmulo de um familiar, acompanhado de Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos.
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Mais tarde, já no período da noite, ele disse ter retornado ao local na companhia de Patrik e de um terceiro homem, que não teve a identidade divulgada e seria conhecido apenas pelo apelido de “Indiozinho”.
Conforme o relato prestado à polícia, o grupo seguiu até o túmulo de Vera Lúcia, onde ocorreu a violação da sepultura. O adolescente afirmou que viu os outros envolvidos abrirem o túmulo e retirarem o caixão.
Ainda de acordo com o depoimento, ele também presenciou a violação do corpo praticada por Patrik, mas negou participação direta nos atos. Aos investigadores, o jovem disse que apenas assistiu ao ocorrido.
Necrofilia - Para o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pela investigação, o episódio é tratado como um caso “trágico, cruel, maldoso e doentio”.
Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos, confessou à Polícia Civil que participou do crime praticado contra o corpo de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado. Em depoimento, ele contou que foi ao cemitério acompanhado de um adolescente de 16 anos e encontrou um terceiro suspeito perto do túmulo. Segundo relato, após a sepultura ser aberta, o corpo foi retirado e ele afirmou ter sido o primeiro a praticar necrofilia.

“Disse que por pouco tempo porque cheirava mal”, relatou o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pelas investigações.
Depois, Patrik disse que deixou o local e não soube informar o que os outros dois fizeram. Os três foram presos em flagrante. Vera Lúcia havia sido assassinada dias antes pelo ex-companheiro, que tirou a própria vida em seguida. O caso é investigado como vilipêndio de cadáver.
Depois da ação, os três deixaram o cemitério separadamente. O nome do terceiro envolvido não foi divulgado. O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira (16), três envolvidos foram detidos após a descoberta do crime.
Vítima - Vera Lúcia da Silva foi a 10ª mulher que morreu pela razão de ser mulher no estado em 2026. Ela trabalhava na Secretaria Municipal de Educação de Eldorado e foi assassinada com dois tiros dentro de casa, no Bairro Jardim Novo Eldorado. O relacionamento com o autor do crime durou 13 anos e, conforme apurado, era marcado por episódios de violência doméstica. A vítima já havia solicitado medida protetiva.
A filha do casal, de 9 anos, presenciou o feminicídio. Dias após o sepultamento, o túmulo de Vera foi violado no cemitério municipal, fato que provocou nova comoção entre familiares. Ao Campo Grande News, a filha mais velha, Letícia Gabrielly, resumiu a dor da família: “Foi como enterrar minha mãe pela segunda vez”.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
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