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Adolescente admite presença em violação de túmulo, mas nega necrofilia

Jovem de 16 anos disse que acompanhou dois homens ao cemitério e presenciou retirada do caixão

Por Gabi Cenciarelli | 17/04/2026 13:46
Adolescente admite presença em violação de túmulo, mas nega necrofilia
Tumulo violado em Eldorado (Foto: Francisco Maranata)

O depoimento de um adolescente de 16 anos trouxe novos detalhes sobre o caso de violação de túmulo envolvendo Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado, município a 442 quilômetros de Campo Grande. Ouvido na presença de responsável legal, o jovem afirmou que presenciou a abertura da sepultura, a retirada do caixão e a violação do cadáver por um dos presos, mas negou ter participado da prática de necrofilia.

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Um adolescente de 16 anos afirmou à polícia ter presenciado a violação do túmulo de Vera Lúcia da Silva, 41 anos, em Eldorado (MS), mas negou participação. Patrik Torcatti Ortiz, 22, confessou ter praticado necrofilia no corpo da vítima, que havia sido assassinada pelo ex-companheiro. Os três envolvidos foram presos em flagrante. Vera era a 10ª vítima de feminicídio no estado em 2026.

Segundo a investigação, o adolescente relatou que esteve no cemitério ainda durante a tarde do dia dos fatos para visitar o túmulo de um familiar, acompanhado de Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos.

Mais tarde, já no período da noite, ele disse ter retornado ao local na companhia de Patrik e de um terceiro homem, que não teve a identidade divulgada e seria conhecido apenas pelo apelido de “Indiozinho”.

Adolescente admite presença em violação de túmulo, mas nega necrofilia
Cemitério onde trio cometeu o crime (Foto: Francisco Maranata)

Conforme o relato prestado à polícia, o grupo seguiu até o túmulo de Vera Lúcia, onde ocorreu a violação da sepultura. O adolescente afirmou que viu os outros envolvidos abrirem o túmulo e retirarem o caixão.

Ainda de acordo com o depoimento, ele também presenciou a violação do corpo praticada por Patrik, mas negou participação direta nos atos. Aos investigadores, o jovem disse que apenas assistiu ao ocorrido.

Necrofilia - Para o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pela investigação, o episódio é tratado como um caso “trágico, cruel, maldoso e doentio”.

Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos, confessou à Polícia Civil que participou do crime praticado contra o corpo de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado. Em depoimento, ele contou que foi ao cemitério acompanhado de um adolescente de 16 anos e encontrou um terceiro suspeito perto do túmulo. Segundo relato, após a sepultura ser aberta, o corpo foi retirado e ele afirmou ter sido o primeiro a praticar necrofilia.

Adolescente admite presença em violação de túmulo, mas nega necrofilia
Vera Lúcia da Silva foi a 10ª mulher que morreu pela razão de ser mulher no estado em 2026 (Foto: Redes Sociais)

“Disse que por pouco tempo porque cheirava mal”, relatou o delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pelas investigações.

Depois, Patrik disse que deixou o local e não soube informar o que os outros dois fizeram. Os três foram presos em flagrante. Vera Lúcia havia sido assassinada dias antes pelo ex-companheiro, que tirou a própria vida em seguida. O caso é investigado como vilipêndio de cadáver.

Depois da ação, os três deixaram o cemitério separadamente. O nome do terceiro envolvido não foi divulgado. O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira (16), três envolvidos foram detidos após a descoberta do crime.

Vítima -  Vera Lúcia da Silva foi a 10ª mulher que morreu pela razão de ser mulher no estado em 2026. Ela trabalhava na Secretaria Municipal de Educação de Eldorado e foi assassinada com dois tiros dentro de casa, no Bairro Jardim Novo Eldorado. O relacionamento com o autor do crime durou 13 anos e, conforme apurado, era marcado por episódios de violência doméstica. A vítima já havia solicitado medida protetiva.

A filha do casal, de 9 anos, presenciou o feminicídio. Dias após o sepultamento, o túmulo de Vera foi violado no cemitério municipal, fato que provocou nova comoção entre familiares. Ao Campo Grande News, a filha mais velha, Letícia Gabrielly, resumiu a dor da família: “Foi como enterrar minha mãe pela segunda vez”.

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.

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