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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

01/11/2017 16:11

Aliado de Délia, PT defende veto a projeto que afeta salário de professores

Helio de Freitas, de Dourados
Na sessão de segunda, professores levaram caixão e velassem protesto à aprovação do projeto, no dia 25 (Foto: Divulgação)Na sessão de segunda, professores levaram caixão e velassem protesto à aprovação do projeto, no dia 25 (Foto: Divulgação)

Aliado da prefeita Délia Razuk (PR) e ocupando duas secretarias, o Partido dos Trabalhadores defendeu hoje (1º) o veto ao projeto de lei aprovado na semana passada que afeta o plano de cargos e salários dos professores de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

Enviado pelo Executivo, o projeto transformando em “gratificação” o adicional de salário previsto em uma lei de 2014 foi aprovado por 13 votos a 6 sob protesto dos educadores, que lotaram a Câmara na quarta-feira passada (25). Uma tropa da Polícia Militar chegou a fazer cordão de isolamento entre os vereadores e os manifestantes.

“Em solidariedade à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação de Dourados, o PT vem a público manifestar seu apoio aos profissionais por meio de nota aprovada em plenária”, afirma o partido. Elias Ishy, único vereador do PT em Dourados e da base de apoio da prefeita, votou contra o projeto.

Para o PT, o projeto da prefeitura acaba com a valorização do magistério municipal. Na prática, a lei de 2014 determina o pagamento de cinco parcelas anuais aos professores, para que em 2020 o piso do magistério, pago atualmente por 40 horas semanais de trabalho, seja para 20 horas.

A primeira foi paga em 2016. A atual administração afirma que não se recusa a manter o pagamento, mas alega que a mudança para gratificação vai economizar R$ 1 milhão por mês com encargos. Para o sindicato da categoria, a proposta é um golpe, mas a gratificação poderá ser cortada a qualquer momento.

“A legislação foi aprovada na Câmara com a presença de um forte aparato policial, depois de várias manifestações pacíficas dos trabalhadores que apenas cobravam o direito de serem ouvidos em relação à proposta do governo. A categoria apresentou propostas para colaborar com a administração diante da Lei de Responsabilidade Fiscal e renunciou o recebimento do valor devido em outubro de 2017, porém nada foi levado em consideração”, afirma a nota oficial do PT.

Sem diálogo – Com filiados ocupando as secretarias de Assistência Social (Ledi Ferla) e de Agricultura Familiar (Landmark Ferreira Rios), o PT “repudia a ausência de diálogo da prefeitura e da Câmara de Vereadores com os trabalhadores, pois tal postura fragiliza a nossa já fraca democracia, precarizando ainda mais a educação pública”.

O partido encerra a nota pedindo que a prefeita vete o projeto aprovado pela Câmara, “na perspectiva de repactuar a relação entre a gestão municipal e os servidores da educação e retomar o debate, buscando construir consensos e o fortalecimento da administração e da política municipal de educação”.

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