Após 8 anos, dupla é condenada por morte de jovem em “Tribunal do Crime”
Conforme a denúncia do MP, Alisson de Souza dos Santos foi "julgado" pelo PCC por envolvimento com criança
Após 12 horas de julgamento, Vilmar Alonso dos Santos, conhecido como "Cara Preta", e Rosileine dos Santos Silva, conhecida como "Lenny", foram condenados por envolvimento no "Tribunal do Crime" que executou Alisson de Souza dos Santos, de 23 anos. O crime aconteceu em 26 de fevereiro de 2018, e o corpo do jovem foi encontrado somente seis dias depois, em um matagal próximo a uma rodovia de Três Lagoas, a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Alisson foi submetido ao julgamento do PCC (Primeiro Comando da Capital) após a denúncia de que ele estaria se envolvendo com uma vizinha de 12 anos. A criança teria contado à mãe que estava frequentando a casa do rapaz havia cerca de dois meses. No dia que antecedeu a execução de Alisson, a menina relatou à mãe e à tia que havia tido relação sexual com ele.
Após descobrirem o ocorrido, o irmão da menina, junto com três amigos, destruiu o carro de Alisson com uma enxada e pedaços de pau. Ainda conforme a denúncia, a mãe e a tia da criança pediram a uma prima que fizesse contato com membros da facção para que o PCC punisse Alisson pelo crime sexual cometido contra a menina.
Foi feita uma ligação com os membros da facção Jeferson Torres, conhecido como "Drink"; Diego Anjos Sirahata, chamado de "Japa"; Vilmar Alonso dos Santos, o "Cara Preta"; e Jessica Moreira, a "Maliciosa", com participação da mãe da criança e da vítima. A chamada foi feita no início da tarde do dia 26. Pouco tempo depois, foi realizada uma segunda ligação, com a participação dos mesmos integrantes, além de outras duas mulheres: Rosileine dos Santos, a "Lenny", e Lislie Silva Vargas, também chamada de "Natasha".
Depois da segunda ligação, Japa, Cara Preta e Rogélio Costa Sales levaram Alisson para o bairro Guanabara, onde se iniciou o julgamento do "Tribunal do Crime". Segundo o Ministério Público, durante o julgamento, Rosileine foi até a casa da criança, fotografou a menina e enviou as imagens para avaliação dos integrantes do PCC. Com as informações repassadas por "Lenny", os integrantes decidiram pela morte de Alisson.
Ainda conforme a denúncia, Diego Sirahata, Vilmar Alonso e Rogério Costa executaram o jovem com um corte profundo no pescoço. Posteriormente, o trio teria ocultado o corpo de Alisson em uma área de mata às margens da BR-158.
O corpo de Alisson somente foi descoberto em 1º de março daquele ano, após uma denúncia anônima indicar o local onde os restos mortais estavam. Quando a equipe chegou ao local, o corpo já estava em avançado estado de decomposição.
Durante o Tribunal do Júri, realizado nesta terça-feira (29), o Conselho de Sentença absolveu Rogério Costa e Elizangela de Souza da Silva. Rosileine dos Santos Silva, a "Lenny", foi condenada a 20 anos e 6 meses de reclusão, enquanto Vilmar Alonso foi condenado a 26 anos e 6 meses.



