Moradores fazem manifestação em USF para pedir permanência de médico
Clínico trabalha na unidade desde 2019 e pacientes contestam possível transferência
RESUMO
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Moradores realizam protesto nesta quarta feira para exigir a permanencia do medico Mario Sergio Cesar de Andrade Correia na Unidade de Saude da Familia Edgar Pedro Raupp Sperb. O profissional atua no local desde dois mil e dezenove e conta com o forte apoio da comunidade, que critica a solicitacao de transferencia feita pela gerencia da unidade. Os manifestantes tambem pedem a saida da gerente e destacam a importancia do atendimento prestado pelo clinico na regiao.
Moradores fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (30), por volta das 7h30, pela permanência do médico Mário Sérgio César de Andrade Correia na USF (Unidade de Saúde da Família) Edgar Pedro Raupp Sperb. Segundo a comunidade, o profissional trabalha no local desde a inauguração da unidade, em 2019.
Clínico, Mário conquistou o carinho dos pacientes pela atenção e dedicação no atendimento. Segundo a presidente da associação de moradores do bairro, Maria Conceição Pereira da Silva, de 56 anos, a comunidade foi informada de que a gerente da unidade, que teria assumido o cargo há cerca de seis meses, solicitou o encerramento do contrato do médico em dezembro e sua transferência para outra unidade até lá.
“Chega uma pessoa que está há pouco tempo aqui e já quer mexer em um quadro que está funcionando. A gerente também está querendo tirar enfermeiras, técnicos e outras pessoas. Queremos a transferência dela, não do doutor”, afirmou Maria Conceição.
Segundo a representante dos moradores, diferentes justificativas foram apresentadas à comunidade para explicar a saída do médico. Entre elas, estariam a falta de assinatura em listas de presença e atrasos. Os moradores também teriam sido informados de que Mário deixaria de trabalhar na unidade a partir desta quinta-feira (1º).
Maria Conceição argumenta que o médico atende moradores das regiões do Arnaldo, Dalva de Oliveira e parte do Tiradentes e afirma que, apesar dos atrasos apontados, ele sempre atendia os pacientes quando estava disponível.
“Acho um desrespeito. Fizeram tudo em cima da hora, às escondidas e, pelo que foi decidido, amanhã ele já não vai estar mais aqui”, disse.
Cerca de 40 pessoas compareceram à USF para cobrar explicações e pedir a permanência do clínico. Entre elas estava a jornalista aposentada Tereza da Penha, de 66 anos. Ela contou que, em 2023, teve um princípio de aneurisma cerebral e procurou a unidade com a pressão arterial muito elevada. Segundo Tereza, Mário decidiu encaminhá-la para atendimento hospitalar.
“Fiquei bem graças à agilidade, à atenção e ao carinho dele. Eu digo que o doutor Mário foi um anjo de Deus que salvou a minha vida”, relatou.
Moradores afirmaram que pretendem continuar defendendo a permanência do médico, que, segundo eles, também mora na região do Arnaldo e conhece os pacientes atendidos pela unidade.
A GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi acionada durante a manifestação. Conforme os participantes do protesto, agentes entraram na unidade, mas não houve intervenção na mobilização.
O Campo Grande News procurou a prefeitura por volta das 10 horas de hoje e até o momento da publicação da matéria não obteve resposta sobre o caso.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

