Dança das cadeiras movimenta fronteira e policiais são presos em ação sigilosa
Ação da Corregedoria da Polícia Civil seria fruto de investigação sobre envolvimento de agentes com o tráfico

Em uma “dança das cadeiras”, a Delegacia-Geral de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul removeu em dois dias sete policiais que atuavam na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), sediada em Dourados. A movimentação seria fruto de investigações da Corregedoria da Polícia Civil sobre envolvimento de policiais com o tráfico de drogas e desvio de entorpecentes apreendidos.
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Sete policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira, em Dourados, foram removidos em dois dias pela Delegacia-Geral de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após investigações da Corregedoria sobre envolvimento com tráfico de drogas e desvio de entorpecentes. Mandados de prisão foram cumpridos e apurou-se o extravio de 500 quilos de cocaína e desvio de celulares apreendidos.
Entre ontem e hoje, sete servidores, entre delegado, escrivães e investigadores, foram transferidos da Defron para outras unidades.
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Na manhã de hoje, segundo informações apuradas pela reportagem, foram cumpridos mandados de prisão contra agentes e ao menos um delegado. Entretanto, não há confirmação de nomes ou se todos eram da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira, já que entre as trocas de servidores, há um da Delegacia de Polícia Civil de Laguna Carapã.
Outra informação apurada pelo Campo Grande News é que houve extravio de 500 quilos de cocaína apreendida em delegacia da área, além também de desvio de celulares.
Em nota, a Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou apenas que "determinou, por meio da Corregedoria-Geral, apuração de eventuais irregularidades apontadas pelo MPMS, além de uma correição extraordinária".
Remoções - No Diário Oficial uma das remoções da semana é do chefe, Guilherme Scucuglia Cezar, que passa a ser adjunto da Delegacia Regional de Polícia Civil de Nova Andradina. Nesse caso, a portaria de designação indica que a mudança foi “a pedido, atendida a conveniência do serviço”.
Todos os outros 6 foram removidos “ex-officio”, no interesse da Administração, a mando da chefia. As remoções começaram com a saída de uma escrivã. Depois, foram transferidos 5 investigadores.
O delegado Guilherme Scucuglia Cezar disse à reportagem desconhecer qualquer ação nesta quinta-feira na Defron. "Infelizmente não sei dizer, já não estou mais na unidade". Sobre as transferência considera que "foram remoções em razão de ajustes com a turma nova", se referindo aos aprovados em concurso recente.
Já sobre as remoções, a Delegacia- Geral informou apenas que "eventuais movimentações de servidores integram a gestão ordinária de pessoal da instituição e têm como objetivo atender demandas operacionais, fortalecer o atendimento à população e garantir maior eficiência na prestação dos serviços de segurança pública".
Audácia - Em março deste ano, três policiais civis foram alvo da 2ª fase da Operação Audácia, deflagrada pela Polícia Federal com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Na ocasião foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos policiais e nas delegacias onde estavam lotados na época: Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) em Dourados, a Delegacia de Polícia de Caarapó e a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Polícia Civil e o delegado-geral, Lupérsio Lúcio, mas não houve retorno.
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