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Campo Grande, Domingo, 22 de Setembro de 2019

21/08/2019 18:36

Justiça afasta médico denunciado por abusos e cobrança indevida do SUS

Ricardo Chauvet foi gravado cobrando R$ 1 mil para retirar um pólipo do útero de uma paciente internada na Santa Casa

Geisy Garnes
Foto postada pelo médico Ricardo da Fonseca Chauvet no Facebook.Foto postada pelo médico Ricardo da Fonseca Chauvet no Facebook.

A justiça determinou o afastamento do médico Ricardo da Fonseca Chauvet, de 57 anos, suspeito de cobrar por cirurgias feitas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e também de abusar sexualmente de pacientes, dos atendimentos pelo sistema público de saúde de Corumbá,  município a 419 quilômetros de Campo Grande.

Conforme o promotor Luciano Conte, do Ministério Público Estadual, a determinação afasta Ricardo das funções na Santa Casa e no Centro de Saúde da Mulher de Corumbá, sem remuneração e com medida cautelar diversa da prisão, que o mantém em liberdade. “Ele não poderá atuar junto ao SUS. Poderá atender só privado”, detalhou.

Logo que a denúncia foi feita, Ricardo Chauvet chegou a parar de atender pacientes dos dois locais por conta própria, mas voltou a atuar dias depois. Ginecologista, ele é suspeito cobrar R$ 1 mil para retirar um pólipo do útero de uma paciente internada pelo SUS(Sistema Único de Saúde) na maternidade da Santa Casa da cidade.

No mês passado, Chauvet teve a liberdade garantida após o juiz da 2ª Vara Criminal de Corumbá negar um pedido de prisão feito pelo Ministério Público. O promotor do caso entrou com recurso da decisão e agora o pedido é analisado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

O promotor explica que a medida é necessária por conta da gravidade da conduta, da violação dos deveres éticos do médico cobrando de pacientes carentes do SUS e a reiteração do crime. “Pois várias vítimas já procuraram o Ministério Público para denunciar o médico”, revelou Conte, sem detalhar quantas vítimas do médico já foram identificadas.

Entenda - Chauvet foi gravado em áudio pela estudante de direito Kerolaine Campelo dos Santos, de 25 anos, cobrando R$ 1 mil dela para retirar um pólipo do útero da paciente.

Na gravação o médico fala que pode manter a paciente internada no hospital, mas que o pagamento da cirurgia teria de ser feito “em dinheiro, sem recibo e antecipado, tá? Isso te custaria mil reais, tá? Só que isso é ilegal, tá? Mas eu tenho duas opções: ou o ilegal ou eu não faço", diz o médico.

Depois disso, começaram a surgir informações de outras denúncias envolvendo o profissional. Conforme apuração do Campo Grande News, o médico também é investigado por crime de violação sexual mediante fraude contra outra paciente. A vítima relatou que durante exame de toque o suspeito teria feito insinuações sexuais. O caso aconteceu em novembro e dezembro de 2015.

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