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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

14/01/2019 16:43

Paraguai transfere quatro presos de quartel onde brasileiro matou mulher

Entre os transferidos está Carlos Henrique Tavares, chefe local do PCC e ligado ao traficante Jarvis Gimenes Pavão

Helio de Freitas, de Dourados
Sede da Agrupación Especializada, onde teve fuga e assassinato nos últimos meses (Foto: ABC Color)Sede da Agrupación Especializada, onde teve fuga e assassinato nos últimos meses (Foto: ABC Color)

Quatro internos foram transferidos hoje (14) da sede da Agrupación Especializada para a penitenciária de Tacumbú, em Assunção, capital do Paraguai. A medida é a primeira tomada após a intervenção no quartel que serve de presídio para dezenas de bandidos considerados mais perigosos.

Entre os transferidos nesta segunda está o brasileiro Carlos Henrique Silva Cândido Tavares, 36, apontado como chefe local da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ligado ao narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão – extraditado do Paraguai para o Brasil em dezembro de 2017 – Tavares fazia o papel de secretário no período em que o chefão esteve preso com ele na Agrupación e em Tacumbú.

Em 2016, ele foi acusado de intermediar o assassinato do carcereiro Mario Lezcano Mereles, 48, e do filho dele Mario Alberto Lezcano, 26, supostamente a mando de Pavão.

Os outros transferidos são os paraguaios Adán Urunaga Cohene, Édgar Penayo Ríos e Orlando Efrén Benítez Portillo, condenados por crimes que vão de assalto a sequestro.

Antes apontado como presídio seguro e alternativa para as mordomias que os chefes do crime conseguem comprar em Tacumbú, a sede da Agrupación - grupo de elite da Polícia Nacional - virou sinônimo de descaso.

Nos últimos dois meses, dois líderes do PCC fugiram do local após subornarem policiais e uma garota de programa de 18 anos foi morta a facadas dentro da cela pelo brasileiro Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto.

Expulso e entregue à Polícia Federal dois dias após a morte, Piloto tentou, com o crime, evitar a extradição para o Brasil, onde está condenado a 26 anos de prisão. Entretanto, o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez não esperou a decisão da Justiça e mandou expulsá-lo imediatamente.

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