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Interior

Polícia Civil investiga invasão armada a lotes em assentamento

Segundo os assentados, vândalos têm aproveitado a ausência de alguns moradores e invadido as propriedades

Por Viviane Oliveira | 16/03/2021 11:38
Caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do município, distante 71 quilômetros de Campo Grande (Foto: divulgação)
Caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do município, distante 71 quilômetros de Campo Grande (Foto: divulgação)

A Polícia Civil de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande, abriu inquérito para investigar grupo armado que invadiu o Assentamento Estrela, ocorrido nesta segunda-feira (dia 15). Segundo os assentados, vândalos têm aproveitado a ausência de alguns moradores e invadido as propriedades.  Os moradores chegaram a reclamar que havia comunicado o fato à polícia, mas nada havia sido feito.

Por meio de nota, o delegado Diego Dantas Santos informou que, na manhã de ontem, por volta das 11h, dois assentados estiveram na unidade policial para registrar boletim de ocorrência de injúria, ameaça e disparo de arma de fogo. “O boletim de ocorrências foi devidamente registrado e as partes ouvidas na mesma oportunidade, para fins de dar agilidade nas investigações, diante da gravidade dos fatos”, segundo o texto.

Ainda conforme a Polícia Civil, além de ter sido registrado o boletim de ocorrência, as famílias foram orientadas a procurar a Defensoria Pública para tratar das questões relacionadas ao esbulho das propriedades, tendo em vista que eventuais ações de reintegração necessitam de autorização judicial. No que diz respeito às atribuições da Polícia Civil, informou a nota, todas as medidas foram tomadas em relação às vítimas que procuraram a delegacia de Polícia de Sidrolândia.

Invasão - Os invasores, conforme denúncia de moradores da região que não quiseram se identificar, seriam integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) vindos da cidade de Douradina, informação negada por um dos coordenadores da organização civil em Mato Grosso do Sul, Ronildo Lopes.

Ele disse que são vândalos usando o nome do movimento, conhecido em todo o País. “Esse pessoal não é nosso. Isso é uma inverdade. Já enviamos representante ao município para verificar essa situação. A gente repudia veemente esse tipo de atitude. Isso não partiu do MST. No momento estamos preocupados, neste período de pandemia, apenas em produzir alimento saudável para a nossa sobrevivência”, explicou.

Ainda conforme Ronildo, o MST não coloca famílias em assentamentos de outro movimento, como é o caso do Assentamento Estrela. “A gente luta para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) assentar as famílias em áreas disponíveis”.

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