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Interior

Polícia paraguaia encontra mega laboratório de cocaína a 60 km de MS

Policiais chegaram ao local durante buscas a suposto acampamento de guerrilheiros

Por Helio de Freitas, de Dourados | 17/05/2021 11:23
Policiais carregam fardos de cocaína encontrados em laboratório no Chaco (Foto: Divulgação)
Policiais carregam fardos de cocaína encontrados em laboratório no Chaco (Foto: Divulgação)

Policiais paraguaios encontraram ontem (16) mega laboratório de refino e processamento de cocaína no Chaco, região semiárida encravada no Norte daquele país e perto das fronteiras com Mato Grosso do Sul e a Bolívia.

Quase meia tonelada de cocaína pura e pasta-base de cocaína foi encontrada no laboratório construído ao lado de uma pista clandestina, a 35 km de Puerto Pinasco. A região fica a 60 quilômetros em linha reta do município de Porto Murtinho (MS).

A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) informou que a pasta-base era trazida de avião da Bolívia, Peru e Colômbia e no local transformada em cocaína pura, cujo destino seria o Brasil.

Além dos fardos da droga, foram encontrados galões de produtos químicos usados no refino e armas de fogo. Ninguém foi preso. Para chegar ao laboratório, os agentes da Senad tiveram de caminhar por meio de matas e atravessar córregos a nado.

Depois ainda tiveram de carregar os fardos de cocaína nas costas, já que não existe estrada de acesso ao laboratório. A única ligação era através de aeronaves.

Veja o vídeo:

A Operação Antares, que culminou com a apreensão de 460 quilos de drogas, envolveu a Senad, a Polícia Nacional e a FTC (Força-Tarefa Conjunta), grupo de elite formado por homens das forças armadas paraguaias.

Os agentes paraguaios chegaram ao local quando investigavam suposta presença de guerrilheiros do grupo terrorista EPP (Exército do Povo Paraguaio) no Chaco.

O caso começou a ser apurado após um cidadão venezuelano procurar o Consulado paraguaio e Ponta Porã (MS) para denunciar que teria sido sequestrado pelo EPP e levado para um acampamento no Chaco, para trabalhar.

Carlos Javier Villasmi Urdaneta, 29, chegou a dizer que teria visto no acampamento o ex-vice-presidente do Paraguai Óscar Denis, sequestrado pelo EPP em setembro do ano passado. Entretanto, não havia indício da presença dos guerrilheiros no local.

Barracão construído por traficantes no meio da mata, no Chaco paraguaio (Foto: Senad)
Barracão construído por traficantes no meio da mata, no Chaco paraguaio (Foto: Senad)


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