Surto de chikungunya chega a 504 casos confirmados em aldeias indígenas
Conforme boletim, número de confirmações subiu 84%; município decretou emergência na última sexta-feira (20)

Casos confirmados de chikungunya nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados, chegaram a 504 confirmações, conforme o último informe epidemiológico da (Secretaria de Saúde Indígena), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O município está sob decreto de situação de emergência em saúde pública desde sexta-feira (20) devido ao avanço da doença tanto na reserva indígena quanto na área urbana.
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O surto de chikungunya nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados (MS), atingiu 504 casos confirmados, representando um aumento de 84% em relação ao último boletim. Quatro mortes foram confirmadas, todas de indígenas, incluindo uma criança de três meses e três adultos. Diante da situação, a Prefeitura de Dourados decretou emergência em saúde pública. O município registra 1.099 notificações da doença, com taxa de positividade de 75,9%. A medida visa facilitar o acesso a recursos federais e intensificar as ações de combate ao mosquito transmissor.
No boletim anterior, com dados de 19 de março, eram 274 casos confirmados. Com a atualização divulgada neste sábado (21), o número passou para 504 casos, aumento de aproximadamente 84%, o que indica avanço acelerado da doença nas aldeias indígenas da região.
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O relatório também aponta aumento nos atendimentos e hospitalizações. O número de pacientes internados com confirmação da doença passou de 3 para 4 casos, enquanto os atendimentos hospitalares subiram de 151 para 159.
Já os atendimentos por unidade de saúde e busca ativa cresceram principalmente nas regiões mais populosas da reserva, com destaque para Jaguapiru II, que passou de 339 para 532 atendimentos, seguido por Bororó I (de 125 para 165), Bororó II (de 128 para 145) e Jaguapiru I (de 112 para 128).
Dados divulgados pela Prefeitura de Dourados neste sábado (21) mostram que o município já soma 1.099 notificações de chikungunya, com 546 casos positivos, 380 aguardando resultado e 173 descartados. A taxa de positividade para a doença é de 75,9%, indicando alta circulação do vírus no município. No mesmo boletim, a dengue soma 1.076 notificações, com 19 casos positivos, 522 aguardando resultado e 535 descartados.
Importante mencionar que já foram confirmadas quatro mortes por chikungunya, todas de indígenas moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó: uma idosa de 69 anos, um idoso de 73 anos, uma criança de três meses e uma mulher de 60 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 25 de fevereiro e 12 de março.
Estado de emergência - Conforme noticiado anteriormente, diante do avanço dos casos, o prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), decretou situação de emergência em saúde pública por meio do decreto nº 587, publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Município na sexta-feira (20).
Segundo a prefeitura, a medida é necessária para viabilizar o acesso a recursos do Ministério da Saúde e reforçar as ações de combate ao mosquito transmissor.
A decisão foi tomada após reunião com autoridades de saúde, entre elas representantes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) e da vigilância epidemiológica estadual. O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, que acompanha a situação no município, já havia defendido a decretação de emergência em saúde devido ao cenário de epidemia.
Conforme a legislação federal, a decretação de emergência permite a adoção de medidas de vigilância em saúde quando há situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, além de permitir a liberação mais rápida de recursos federais para o enfrentamento da epidemia.

