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Três organizações seguem na disputa para gerir hospital em Ponta Porã

Decisão corrige falhas na análise inicial e mantém concorrência aberta para fase financeira marcada para maio

Por Kamila Alcântara | 26/04/2026 13:36
Três organizações seguem na disputa para gerir hospital em Ponta Porã
Auditório do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (Foto: Divulgação SES)

Depois de uma rodada de contestações, três organizações sociais continuam na disputa para assumir a gestão do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã. A decisão foi formalizada em ata da Secretaria de Estado de Saúde, após reavaliação de recursos apresentados pelas próprias participantes do processo.

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Três organizações sociais seguem na disputa para assumir a gestão do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã, após reavaliação de recursos pela Secretaria de Estado de Saúde. O Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde, o ISMS e o Instituto Social Mais Saúde avançaram à fase financeira, marcada para 5 de maio, em Campo Grande. A Sociedade Brasileira Caminho de Damasco foi desclassificada por não atingir a pontuação mínima exigida.

O documento mostra que a comissão responsável revisou pontos questionados pelas entidades e reconheceu erros pontuais na análise inicial, principalmente na atribuição de notas. Ainda assim, a maior parte das decisões foi mantida. “A decisão da Comissão de Contratação é por conhecer os recursos interpostos e dar-lhes provimento parcial em pontos específicos”, registra o texto.

Com isso, seguem na concorrência o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde, o Instituto Saúde e Cidadania e o Instituto Social Mais Saúde. As três foram classificadas após a soma das pontuações técnicas, com destaque para o Instituto Saúde e Cidadania, que alcançou a maior nota geral.

A comissão desclassificou a Sociedade Brasileira Caminho de Damasco. A entidade não atingiu a pontuação mínima exigida e também deixou de cumprir critérios previstos no edital, segundo a comissão. Entre os problemas apontados, estão a ausência de organização da proposta técnica e o desempenho abaixo do necessário em diferentes critérios de avaliação.

Durante a reanálise, a comissão também rebateu parte das críticas feitas pelas organizações. Em um dos trechos, o documento afirma que não houve subjetividade na avaliação. “A pontuação atribuída decorreu exclusivamente do atendimento ou não de requisitos expressamente previstos, não se tratando de juízo subjetivo”, destaca.

Outro ponto recorrente nos recursos foi a tentativa de ampliar pontuação com base em documentos incompletos ou critérios não previstos. A resposta foi direta: “não se admite, em sede recursal, a introdução de elementos ou critérios não previstos no edital”.

Com o encerramento dessa etapa, o processo avança agora para a fase financeira, quando será analisado quanto cada organização propõe para administrar a unidade. A abertura das propostas está marcada para o dia 5 de maio, em Campo Grande.

A ata é assinada pelos membros da comissão de contratação, incluindo o presidente Emerson Ribeiro da Silva do Nascimento, responsável por conduzir o processo seletivo.

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