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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

26/11/2018 11:06

Mato Grosso do Sul ainda precisa de 20 médicos para substituir cubanos

Até agora, segundo a SES, 8 médicos intercambistas de Cuba deixaram o Estado

Anahi Zurutuza
Médicos cubanos se preparando para embarcar para Havana no Aeroporto de Brasília (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Médicos cubanos se preparando para embarcar para Havana no Aeroporto de Brasília (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Das 115 vagas oferecidas em Mato Grosso do Sul pelo Mais Médicos, 95 foram já tem profissionais inscritos. Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o Estado ainda precisa, portanto, de 20 médicos para substituir os cubanos que deixarão de atuar nas cidades do interior.

Os inscritos ainda dependem da validação das alocações, conforme consta no sistema do Ministério da Saúde. Isso deve acontecer até o dia 14 de dezembro, prazo também para que os médicos comecem a trabalhar.

Até agora, também segundo a secretaria, 8 médicos intercambistas de Cuba deixaram o Estado. Eles atuavam em Bonito, Corumbá, Figueirão, Japorã, Pedro Gomes, Sete Quedas e Sonora, e já estavam com o recesso marcado. 

A previsão é que mais um grupo de profissionais deixe Mato Grosso do Sul no dia 2 de dezembro e o último cubano a sair do Estado deve embarcar no dia 9 do próximo mês.

As 115 vagas para Mato Grosso do Sul estão distribuídas em 46 cidades e 7 Diseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas).

As inscrições seguem até o dia 7 de dezembro e podem ser feitas pelo site maismedicos.saude.gov.br.

Impasse - No dia 14 de novembro, o governo de Cuba divulgou nota anunciado a interrupção da cooperação técnica com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) que permite o envio de médicos para o Brasil. O comunicado cita "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à presença dos médicos cubanos no Brasil.

O país caribenho envia profissionais para trabalhar nas regiões mais carentes do país desde 2013, quando a gestão de Dilma Rousseff (PT) criou o Mais Médicos.

Com a decisão do governo cubano, Mato Grosso do Sul vai perder metade dos profissionais que atuam por meio do programa – 205 no total, segundo a SES.



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